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Pedidos por gestores de condomínio disparam no arranque de 2019

Fixando
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Autor: Redação

Os portugueses parecem estar a aderir em força à contratação de gestores de condomínio, apesar de, em muitos casos, serem os próprios condóminos, à vez, a terem de assumir esta “pasta”. Em janeiro de 2019, os pedidos por “Gestor de Condomínios” dispararam 1.100% face ao mês anterior, revela a Fixando, num artigo preparado para o idealista/news.

Segundo a plataforma de contratação de serviços, a gestão do condomínio não tem de ser uma “dor de cabeça”, havendo cada vez mais pessoas/condóminos a solicitar a contratação de um gestor de condomínios. Uma tendência que se confirmou em janeiro, o mês em que se começam a realizar as assembleias de condomínio. Aliás, a própria legislação aconselha a reunir na primeira quinzena de janeiro, sendo que é obrigatório fazer pelo menos uma reunião anual.

“Trabalhamos ao longo do ano, mas em janeiro, e um pouco em agosto, são as vésperas das assembleias ordinárias, quando temos um volume muito maior de trabalho”, conta Luís Neves, de Aveiro, um dos gestores de condomínio disponíveis na plataforma. “As pessoas procuram cada vez mais profissionais que sejam administradores dos seus condomínios, [o que] acontece por falta de tempo. Poucas pessoas conseguem, por exemplo, ficar um dia a pesquisar e contratar serviços de limpezas”, explica.

De acordo com o responsável, o escopo do trabalho dos gestores em Portugal é uma consequência da deterioração de muitos edifícios. “A reparação e manutenção de fachadas acaba por ser a primeira prioridade devido à degradação dos prédios”, garante, adiantando que o segundo principal problema está relacionado com os sistemas de combate de incêndio: “É raro um prédio ter saídas de emergência devidamente assinaladas ou até extintores”. A completar o pódio dos principais problemas estão os intercomunicadores. 

Quanto custa?

A média de contratação de um gestor de condomínio é 150 euros. Se os pedidos para este tipo de profissional dispararam agora, é pelas assembleias que já começaram a ser organizadas desde o início do ano. Sobre o trabalho que estes gestores desempenham, o segredo está no profissionalismo: “Analiso tudo ao detalhe, recebo uma explicação exaustiva de todos os orçamentos possíveis, para poder apresentar em assembleia, sendo que em obras urgentes, este trabalho é ainda superior”. 

A melhor forma de evitar os habituais choques de egos e discussões corriqueiras nas assembleias de condomínio é assegurar a realização de um trabalho imaculado na gestão do ano anterior. “Se todos os prédios estão bem sustentados quase nunca existem problemas”, garante Luís Neves, salientando, no entanto, que “há sempre algum atrito entre vizinhos nas assembleias em questões específicas”. “Faz parte do meu trabalho, e cabe aos gestores serem o mediador da conversa”, conclui.