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Porto: Campanhã destrona Baixa e Centro Histórico como novo foco de investimento imobiliário

Gtres
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Autor: Redação

O mercado imobiliário está ao rubro em Portugal, um cenário que também é bem visível no Porto, com o investimento no setor a subir de tom em todas as zonas da Área de Reabilitação Urbana (ARU). E não apenas na Baixa. Foi na Campanhã, de resto, que se venderam mais prédios em 2018: mais de 130 imóveis, considerando edifícios com áreas até 500 metros quadrados (m2), num total de 520 transacionados na área abrangida pelo SIR-RU, que cobre as nove ARU da Invicta.

Quer isto dizer que o eixo de Campanhã, com uma quota de 26% na transação deste tipo de ativos, destrona a ARU da Baixa, que apresenta uma quota de 22% (também com mais de 100 imóveis transacionados), e destrona a ARU do Centro Histórico, cujo peso recuou de 23% em 2017 para 16% em 2018 (equivalente à transação de 85 prédios). 

Em causa estão dados revelados pela Confidencial Imobiliário (Ci), que permitem ainda concluir que a quota de Campanhã aumentou 6% num ano, tendo passado de 20% em 2017 para os já referidos 26%. Destaque ainda para a ARU de Lapa, com um peso de 12% nas vendas, o equivalente a cerca de 60 prédios.

“Em Campanhã, tais ativos foram transacionados por um preço médio de 1.559 euros por m2, um valor abaixo quer dos 2.126 euros por m2 praticados no Centro Histórico quer dos 1.903 euros por m2 da Baixa. Em Lapa, tal valor fica em 1.423 euros por m2”, lê-se no comunicado da Ci.

Segundo Ricardo Guimarães, diretor da Ci, há na ARU de “diversos projetos estruturantes previstos nas áreas de mobilidade e urbanismo”, com o mercado imobiliário a começar “a reconhecer o potencial de regeneração e valorização deste eixo”. “A evolução observada na venda de prédios, que é um segmento onde ainda predomina muito a compra para posterior requalificação, é uma prova disso. Adicionalmente também começa a verificar-se uma dinâmica acrescida do produto à saída, ou seja, a nível dos preços de venda da habitação e do ritmo de transações residenciais”, referiu.