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Cascais aposta nas casas para estudantes – haverá 430 apartamentos com rendas até 450 euros

Câmara Municipal de Cascais prevê investir cerca de 150 milhões de euros em fogos municipais.

b1-foto/Pixabay
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Autor: Redação

A escassez de alojamentos para estudantes a preços acessíveis não é novidade, um cenário que a Câmara Municipal de Cascais (CMC) quer mudar a curto prazo. Para tal, serão construídos 1.608 novos apartamentos, 1.178 de privados e 430 da autarquia, que terão rendas entre 300 e 450 euros.

A garantia é dada por Carlos Carreiras, presidente da CMC, que revelou que a autarquia está “a desenvolver um plano municipal de habitação arrojado”. Parte desse plano está focado nos estudantes, com o objetivo de “captar mais faculdades” para aquela zona, depois da chegada da Nova School of Business and Economics a Carcavelos em 2017. 

A ideia é “dividir esforços entre o privado e o público”, ou seja, promover a instalação de empresas em Cascais, com a abertura de residências de estudantes a “preços de mercado”, e a construção de imóveis em terrenos da câmara, com vários tipos de preços, disse o autarca citado pelo ECO. Ao todo serão 1.608 novos apartamentos: 1.178 de privados e 430 da autarquia, escreve a publicação.

Da parte da CMC, as zonas já estão escolhidas. Uma das futuras residências para estudantes será o Mosteiro de Santa Maria do Mar, em Sassoeiros, e as três restantes irão nascer no Bairro dos Pescadores e no Bairro Marechal Carmona, este último com dois edifícios.

A autarquia prevê investir 18 milhões de euros nestas 430 unidades estudantis, revelou Carlos Carreiras, adiantando que as primeiras estarão concluídas no início do próximo ano letivo.

Relativamente aos preços, o autarca adiantou que as residências privadas terão “preços de mercado” e que as da câmara terão um pouco de tudo. No caso das unidades públicas, a ideia foi “garantir que o valor das rendas é muitíssimo mais acessível que o dos privados”, disse. 

No caso do Mosteiro de Santa Maria do Mar, que terá 100 habitações, as rendas não vão ultrapassar os 300 euros. Já nos restantes edifícios estudantis, que terão também outro tipo de serviços como espaços de coworking, as rendas podem chegar aos 450 euros por mês.

O plano municipal de habitação da CMC prevê também investir na habitação social. Nesse sentido, estão a ser construídos 1.300 fogos de habitação acessível, que se somarão aos 2.600 fogos de habitação social que já existem. Para esses 1.300 fogos municipais, a autarquia vai desembolsar 130 milhões de euros, elevando para 150 milhões o custo total de plano municipal de habitação.

“Esta é uma tentativa de ultrapassar o problema e responder à forte pressão imobiliária que existe. Se a habitação tem uma função social, não cabe aos privados suportar o peso de cumprir essa responsabilidade social, mas sim ao Estado (...). Estamos conscientes de que não vamos resolver na íntegra todos os problemas, mas estamos a dar os primeiros passos de forma bastante arrojada”, sublinhou Carlos Carreiras.