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Condomínio Quinta da Casa Amarela nasce nas Antas “pela mão” de Souto de Moura

Sociedade promotora WorldGest tem expetativa de vendas de 38 milhões de euros na comercialização das 28 frações do empreendimento.

Autor: Elisabete Soares (colaborador do idealista news)

Localizado nas Antas, perto da conhecida Praça Velasquez, o condomínio Quinta da Casa Amarela nasce na sequência de um projeto assinado pelo arquiteto – também portuense – Souto de Moura, Pritzker em 2011 e Leão de Ouro na Bienal de arquitetura de Veneza de 2018. Trata-se de um luxuoso condomínio fechado que está a nascer numa das melhores zonas residenciais da Invicta e que é constituído por apartamentos e moradias: são ao todo 28 habitações.

Com comercialização a cargo da Luximos Christie’s, a conclusão do exclusivo empreendimento, que está anunciado no idealista, está prevista para o segundo semestre de 2020. 

Ricardo Costa, CEO da Luximos Christie’s, revela que o empreendimento apresenta várias tipologias nos edifícios existentes recuperados – T1 , T2 , T3, T4 , T4 duplex, com áreas que variam entre 118 e 377 metros quadrados (m2) – e nos edifícios novos, onde se erguem as moradias unifamiliares em banda, com tipologias T3, T4 e T5, cujas áreas oscilam entre 220 e 315 m2.

Os valores de venda variam entre 706.717 euros e 1.890.141 euros (um T4 com 419 m2), dependendo da tipologia das habitações, sendo que o promotor, Arnaldo Rocha, da sociedade WorldGest – comprou a sociedade que detinha a Quinta da Casa Amarela à família Espinheira Rio –, tem uma expetativa de vendas da ordem dos 38 milhões de euros. Entretanto, citado pelo Jornal de Negócios, o responsável revelou que está em causa um investimento de 18 milhões de euros.

Condomínio desenhado para “várias solicitações familiares”

O condomínio fechado, inserido numa propriedade de 16.000 m2, está dotado de piscina interior aquecida com painéis solares e luz direta, banho turco, salão de festas e extensos jardins. 

De acordo com Ricardo Costa, o empreendimento residencial resulta da reabilitação de um edifício antigo, sendo mais parecido com uma quinta do que com um prédio. “Na verdade, é uma espécie de palacete, que aloja apartamentos e moradias numa simbiose perfeita. O presente de Souto de Moura para o século XXI é, pois, esta obra de arte em forma de aldeia dentro da cidade do Porto”, precisa.

No caso das moradias em banda, distribuem-se por dois pisos: o primeiro está ao nível do terreno, o segundo está parcialmente enterrado, sendo por ali que se acede a um pátio e a um jardim privativo, bem como ao estacionamento fechado integrado na própria moradia. 

O responsável da Luximos acrescenta que este “é um edifício que honra o passado rural, nobre e romântico do Porto, mas com uma roupagem impregnada do ADN do arquiteto Souto de Moura, para servir as necessidades da vida contemporânea com uma qualidade de nível inatacável, respeitando o conforto, a privacidade, a segurança e a sustentabilidade”.
Traça arquitetónica foi respeitada

A imponente traça arquitetónica da Quinta da Casa Amarela, relacionada com o período romântico, foi respeitada. Nesse sentido, manteve o brasão (historicamente, símbolo de coragem e bravura), o majestoso portão de entrada e o muro com três metros de altura. Mas também preservou a gruta romântica, o lago artificial e o desenho original dos jardins que então se misturavam com os campos para atividades agrícolas.

Acresce, ainda, a projeção de um circuito pedonal, junto do muro de vedação exterior, que serve de acesso às habitações e galerias de circulação automóvel, mas também como circuito de manutenção, com cerca de 600 metros de extensão. 

Um conjunto de equipamentos que são coadjuvados pela existência de portaria, instalações sanitárias com balneários para ambos os sexos e uma copa para apoio ou preparação de refeições. “Porque a sustentabilidade é hoje, a par da segurança, um dos valores mais importantes da vivência em comunidade, o sistema de rega automático é feito com recurso à água proveniente de poços existentes. E todos as soluções, visíveis e invisíveis, respeitam o ambiente”, acrescenta Ricardo Costa. 

Acabamentos e materiais cuidados

Todos os compartimentos de todas as habitações do novo condomínio residencial beneficiam de luz natural e apresentam pavimentos em soalho de madeira maciça de afizélia, paredes estanhadas e tetos falsos em gesso. Todas as madeiras têm acabamentos lacados, com exceção das portas de entrada das moradias, cuja escolha recaiu sobre a madeira natural envernizada.

As caixilharias exteriores das construções novas são em alumínio anodizado (processo que respeita o ambiente) à cor natural com vidro térmico enquanto as caixilharias dos edifícios antigos recuperados são em madeira maciça, mantendo a imagem original.

De referir que o acesso automóvel às galerias localizadas no piso -1 (cave), que servem os estacionamentos privativos de cada uma das habitações no mesmo piso, é feito aproveitando-se o facto do terreno do conjunto habitacional se encontrar a uma cota superior à das ruas adjacentes. A circulação entre os estacionamentos e os diferentes pisos é assegurado por elevadores devidamente integrados nos edifícios com três pisos e, no caso das moradias, por plataformas elevatórias privativas.