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“Fluxo de capitais a nível mundial vai continuar a orientar-se para o imobiliário”

CEO da Bondstone, Paulo Loureiro, mostra-se positivo quanto ao futuro, mas diz que é preciso unir esforços para continuar a atrair investimento para o país.

Paulo Loureiro, CEO da Bondstone
Paulo Loureiro, CEO da Bondstone
Autor: Leonor Santos

O CEO da (agora) Bondstone, Paulo Loureiro, quer continuar a atrair capitais para o imobiliário português – daí estar focado na orientação do negócio para outros segmentos que não o residencial de luxo. Não tem uma “bola de cristal” para prever o futuro, mas não tem dúvidas de que o setor pode continuar a 'surfar' numa onda de dinamismo. Lembra que Portugal é visto como um mercado de interesse, mas que é importante criar condições favoráveis à atração de investimento.

“Não é Portugal, nem o Estado português, que define as taxas de juro. Portanto, e enquanto estas estiverem nos níveis em que estão atualmente, o fluxo de capitais a nível mundial vai continuar a orientar-se para o imobiliário. Porquê? Porque dá algum rendimento. Imprevisível às vezes, em Portugal, pelos prazos, mas sempre algum rendimento superior a zero”, explica.

Se se mantiverem baixas (ou negativas, em alguns casos), como espera que se mantenham, as taxas de juro vão continuar a ajudar a canalizar o investimento para o imobiliário, que ainda dá alguma segurança, segundo o gestor. Diz estar bastante animado sobre o ciclo imobiliário para os próximos cinco anos, mas defende que é preciso continuar a trabalhar para “atrair este capital para Portugal”.

“Este capital é muito fluído, pode ir para a Grécia, Irlanda, pode ir para Malta, Espanha ou outros lugares. Temos de criar um entorno que seja apetecível para quem quer investir e mostrar que o país vale a pena”, remata.

Estabilização de preços não preocupa

A estabilização dos preços no imobiliário nos centros das cidades no Porto ou Lisboa, principalmente na capital, não é uma preocupação para este responsável. “O que vai acontecer é que já não vai haver tanta oferta”, antecipa. 

“Acho que temos de concentrar-nos agora nas zonas concêntricas das cidades e menos no centro, e outros lugares do país obviamente, mas no caso de Lisboa é especialmente importante, uma vez que este foi o local onde a escalada de preços foi mais evidente”, remata.