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Dúvidas domésticas sobre o Covid-19: há que limpar as compras?... e como tratar o lixo?...

Há pequenos cuidados que podemos ter para ajudar a manter o coronavírus fora de casa e evitar assim a propagação do contágio.

Photo by Kelly Sikkema on Unsplash
Photo by Kelly Sikkema on Unsplash
Autor: Redação

A pandemia do novo coronavírus chegou, mas veio sem “manual de instruções”. E o mundo ainda está a tentar adaptar-se e a perceber qual será melhor forma de gerir o dia a dia e as rotinas, bem diferentes de antes, sobretudo para evitar o contágio. E dentro de casa, sobre o que fazer ou como fazer, ainda há muitas dúvidas, como por exemplo, saber com exatidão o tempo que vírus pode “sobreviver” nas superfícies. Mas é certo que há vários cuidados que se podem ter para evitar que o Covid-19 fique a viver com as famílias, como seja a limpeza às compras do supermercado ou o tratamento do lixo doméstico.

Tentamos responder, assim, a algumas dúvidas frequentes com base no guia produzido pelo jornal espanhol online eldiario.es, cujo território, como sabemos, é um dos mais afetados do mundo pelo coronavírus. Antes de mais, é importante referir que, ainda sem certezas absolutas, que o tempo de sobrevivência do vírus varia de material para material: pode durar até 3 dias no plástico e cerca de 2 dias no aço, segundo um estudo científico publicado pelo New England Journal of Medicine. Os investigadores concluíram também que, e apesar de permanecer mais estável sobre estes dois materiais, a carga viral reduzia-se muito durante esse período. No cobre, o coronavírus permanecerá três horas e no cartão cerca de 24 horas.

Recomendações gerais para fazer compras

  • É importante que façam as compras as pessoas que não têm sintomas, para evitar a propagação do vírus;
  • Manter sempre uma distância de segurança de 1 a 2 metros para evitar aglomerados;
  • Não tocar com as mãos na cara;
  • Lavar bem as mãos ao chegar a casa.

Posso ficar infetado com os produtos de supermercado?

Os especialistas concordam que a transmissão por plásticos, embalagens ou cartão não é a via mais habitual, uma vez que, mesmo permanecendo nas superfícies, a carga viral é muito baixa. Portanto, a recomendação geral é manter as regras de higiene e lavar as mãos com água e sabão quando chegares do supermercado, evitando tocar no rosto com as mãos.

Ainda assim, e ainda que o risco de contaminação seja baixo, não é nulo, pelo que, e como medida de precaução, seja melhor limpar tudo aquilo que não for poroso. Recomenda-se a utilização de um pano limpo embebido num solução de duas colheres de lixívia por litro de água – as superfícies onde as embalagens estiveram, e depois de arrumadas, também devem ser desinfetadas.

O ideal é nunca, mas nunca, esquecer de lavar as mãos, uma vez que são elas que nos podem infetar.

Posso reutilizar os sacos de plástico?

O melhor será lavá-los com água e sabão e deixá-los a secar no estendal. Os sacos de pano devem ser igualmente lavados.

Posso ficar contaminado pela ingestão de alimentos?

Não há provas de que tal possa acontecer, mas o melhor será lavar bem os alimentos e lavar as mãos antes e depois de cozinhar.

Posso ficar contaminado com as notas e moedas?

Não há uma recomendação oficial da OMS sobre a necessidade de desinfetar notas ou cartões de crédito. Mais uma vez, é preciso lavar as mãos logo depois de manusear este tipo de objetos. O melhor será, ainda assim, e sempre que possível, pagar com cartão 'contactless' ou através do telemóvel, por via de apps.

E se receber uma encomenda ou comida ao domicílio?

O risco de ficar contaminado com uma encomenda é baixo, ainda assim, é importante manter a distância de segurança do estafeta que fizer a entrega e lavar as mãos logo depois de retirar o produto da embalagem. O ideal será limpar esse mesmo produto e voltar a lavar as mãos.

Como limpar a casa?

É importante manter as casas arejadas. A falta de ar fresco são fatores que favorecem a transmissão do vírus.

Fazer uma limpeza diária das superfícies nas quais mexemos com frequência: mesas, cadeiras, puxadores das portas, sanita, interruptores, etc..

Que formas de desinfetar são efetivas?

A lixívia diluída em água é bastante eficaz, assim como a aplicação de álcool com um pano – o vinagre e o amoníaco, por outro lado, não se mostram eficazes.

Quem não tiver desinfetantes próprios pode, por isso, fazer uma mistura de 20 ml de lixívia para 1 litro de água. Abanar várias vezes para que se misture, mergulhando o pano com esta solução sempre que for necessário desinfetar superfícies.

Também se pode usar uma solução à base de álcool para desinfetar pequenas superfícies ou itens pessoais. Para isso bastará juntar 70 ml de álcool de 96º numa garrafa com 100 ml de água.

E o telemóvel?

Para limpá-lo pode utilizar-se álcool diluído, evitando passar zonas de saída e entrada de som, ou carregamento.

É possível ficar contagiado na rua?

Não há nenhuma evidência do perigo de pisar asfalto, mas o melhor será deixar o calçado à porta ou numa zona dedicada ao efeito à entrada de casa.

E como se deve lavar a roupa?

O risco de contaminação pela roupa também é baixo  portanto, em situações normais, basta uma lavagem normal.

Se houver alguém doente em casa, é recomendável colocar roupas de cama, toalhas, roupas etc. num saco fechado até à hora de lavá-la. Nesse caso, não sacudas as roupas antes de lavá-las com sabonetes ou detergentes comuns a uma temperatura de lavagem de 60 a 90 ºC.

E o lixo?

O ministro português do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, lançou um vídeo explicativo sobre os cuidados com o lixo por causa do vírus, pedindo uma gestão mais atenta dos resíduos. As dicas são estas:

  • Todos os resíduos produzidos em casas com casos de infeção ou suspeita de contaminação devem ser colocados no lixo comum – o saco do lixo não deve ser completamente cheio e deves certificar-te que é colocado dentro de outro saco.
  • As luvas, máscaras e os lenços de papel, mesmo sem estarem contaminados, devem ser sempre colocados no lixo comum, e nunca, mas nunca, no ecoponto ou na sanita.
  • Neste momento não se deve deixar no exterior da casa móveis, colchões ou outros “objetos fora de uso” - os chamados "monos".