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Imobiliário e construção operacionais em plena pandemia: 97% das empresas estão ativas

O setor continua a registar a menor percentagem de empresas com redução no volume de negócios (52%). Os dados são do inquérito excecional realizado pelo INE e BdP.

Photo by CALIN STAN on Unsplash
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Autor: Redação

O setor imobiliário e da construção fechou o mês de maio quase totalmente operacional, com 97% das empresas destas atividades a funcionar. A percentagem mantém-se inalterada, na primeira quinzena de junho, tal como indica o inquérito realizado pelo Banco de Portugal (BdP) e Instituto Nacional de Estatística (INE). Este continua a ser, de resto, o setor que regista a menor percentagem de empresas com redução no volume de negócios (52%).

Nos primeiros quinze dias de junho, que marcam o arranque da terceira fase de desconfinamento no país, verificou-se uma "melhoria da situação das empresas", segundo os resultados inquérito. A percentagem de empresas em funcionamento aumentou de 92% na segunda quinzena de maio para 95% na primeira quinzena de junho, salientando-se o setor do alojamento e restauração, no qual a percentagem aumentou de 59% para 77%.

Face à situação que seria expectável sem pandemia, 68% das empresas reportaram um impacto negativo no volume de negócios (compara com 73% na quinzena anterior).  O alojamento e restauração e os transportes e armazenagem foram os setores em que mais empresas reportaram reduções no volume de negócios (88% e 77%, respetivamente), sendo que, em contraste, a atividade da construção e atividades imobiliárias “registou a menor percentagem de empresas com redução no volume de negócios (52%, -8 p.p. que na quinzena anterior)”.

Volume de negócios levará mais de meio ano a regressar ao normal

Segundo o INE, 24% das empresas referiram que o seu volume de negócios deverá demorar mais do que seis meses a regressar ao nível normal e 4% consideram que o seu volume de negócios não deverá voltar a esse nível.

O setor do alojamento e restauração destaca-se pela maior percentagem de empresas em ambas as situações (38% e 11%, respetivamente). Comparativamente com a quinzena anterior, 38% das empresas referiram uma estabilização do volume de negócios, sendo que, entre as restantes, a percentagem que assinala aumentos foi superior à proporção que assinala reduções (35% e 28%, respetivamente).

Ao nível setorial, a percentagem de empresas a referir um aumento excedeu a percentagem de empresas a referir uma redução do volume de negócios no alojamento e restauração, comércio e transportes e armazenagem.

Na primeira quinzena de junho, 39% das empresas assinalaram uma redução do pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar face à situação que seria expectável sem pandemia (45% na quinzena anterior). As empresas do alojamento e restauração também se destacam neste caso, com 67% a referirem um impacto negativo no pessoal ao serviço (ainda assim – seis pontos percentuais do que na quinzena anterior).

Em comparação com a segunda quinzena de maio, a maioria das empresas não registou alteração no número de pessoas ao serviço (68%). O alojamento e restauração foi o setor que registou a maior percentagem de empresas com aumento no pessoal ao serviço face à quinzena anterior (40%), na maioria dos casos devido à redução do número de pessoas em lay-off.