Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Subida de impostos e aumento da austeridade para pagar a crise? Governo afasta cenário

O ministro das Finanças, João Leão, acredita que "estamos em condições de enfrentar esta crise de forma muito diferente".

Photo by Pedro Santos on Unsplash
Photo by Pedro Santos on Unsplash
Autor: Redação

Subida de impostos e/ou aumento das medidas de austeridade para pagar a crise provocada pela pandemia da Covid-19. Este cenário foi a afastado pelo ministro das Finanças, João Leão, esta quinta-feira (15 de abril de 2021). O governante falava na apresentação do Programa de Estabilidade 2021 – 2025, que foi aprovado ontem em Conselho de Ministros e vai ser discutido no Parlamento.

"Estamos em condições de enfrentar esta crise de uma maneira diferente com que enfrentámos crise anteriores. Sem receio de austeridade, de ter que aumentar impostos para pagar os efeitos da crise", disse o governante, citado na imprensa nacional.

"Antes da pandemia conseguimos pôr as contas públicas em ordem, conseguimos o primeiro excedente orçamental da democracia e isso deu-nos condições para enfrentar esta crise com confiança e com um programa muito forte de recuperação da atividade económica no próximo ano", frisou ainda João Leão.

O ministro das Finanças espera uma “forte recuperação” da economia portuguesa graças ao “forte impulso” dos fundos europeus do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que deverá ter um impacto económico de 22 mil milhões na atividade até 2025.

O Governo prevê ainda que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 4% este ano e 4,9% em 2022. A previsão fica abaixo dos 5,4% para o crescimento de 2021 apresentados no Orçamento do Estado para 2021 (OE2021).

“O crescimento do PIB será de 4% em 2021 e de 4,9 em 2022, fazendo com que a economia no próximo ano ultrapasse o valor de 2019 no período pré-pandemia", disse o ministro das Finanças. Em dois anos, a economia portuguesa vai crescer 9%, naquele que será um "crescimento muito robusto e significativo", de acordo com João Leão. 

"Este crescimento económico muito assinalável vai estar baseado num forte impulso do investimento e das exportações", disse ainda.