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Terrenos junto ao Palácio da Ajuda já têm planos: prédios em quarteirão e um parque verde público

Unidade de Execução Pública esteve em discussão para que se defina o que poderá ou não ser construído.

Palácio Nacional da Ajuda / Dguendel/CC-BY-4.0
Palácio Nacional da Ajuda / Dguendel/CC-BY-4.0
Autor: Redação

Já é conhecido o desenho da unidade de execução para os terrenos abandonados junto ao Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, onde deverão nascer prédios em quarteirão, estacionamentos e um parque verde público. Não se trata de um projeto de arquitetura, mas de um plano que define o que poderá ou não vir ali a ser construído pelos proprietários dos terrenos.

Na Unidade de Execução da Ajuda, que esteve em consulta pública, está previsto um “um grande quarteirão central, um meio quarteirão do lado dos terrenos do Estado [que são cerca de 9 mil metros quadrados (m2), encostados à Calçada da Ajuda], que vai enquadrar o Pátio do Bonfim”, segundo descreve o arquiteto Gonçalo Byrne, autor deste plano, citado pelo jornal Público.

 “Tem um quarteirão fragmentado do lado direito que é o que resta da Quinta das Damas com uma construção a sul, que vai ligar o jardim e permitir visões para o Palácio a partir da [Rua] Bica do Marquês”, acrescentou Gonçalo Byrne. “A ideia é que o teto destes quarteirões seja plano e a altura vá reduzindo à medida que as ruas sobem”, de acordo com o arquiteto.

Na parte norte do terreno deverá nascer um jardim público com cerca de 14 mil m2, que que será cedido à Câmara de Lisboa como compensação (prevista no PDM) pela área de edificabilidade proposta pelos proprietários, tal como escreve o jornal. 

Cidadãos contestam o plano

O recém-formado grupo de Cidadãos pela Ajuda já veio constestar esta solução, que consideram uma “intervenção violenta que rasga definitivamente o tecido social da freguesia”.  A pressão urbanística e o custo das habitações são outras das preocupações. 

Na sessão de esclarecimento sobre o plano, transmitida online, o vereador do Urbanismo, Ricardo Veludo, garantiu que a CML e a junta de freguesia têm estado “em diálogo com o proprietário privado e com o próprio Estado no sentido de ajudar a criar soluções que permitam garantir a continuidade das pessoas e das entidades nesta área”.

O responsável admitiu também estar em contacto com a Direcção-Geral de Tesouro e Finanças para que parte daquela área possa ser alocada a habitação acessível.