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Varandas pré-fabricadas para criar espaço ao ar livre em qualquer casa

Não tens espaços exteriores em casa? Então estas soluções são para ti.

Varandas pré-fabricadas
STAYHÖME
Autor: Redação

Os espaços ao livre – por mais pequenos que sejam – passaram a ser muito valorizados durante os períodos de confinamento motivados pela pandemia da Covid-19. Ter uma varanda em casa, um terraço ou até um jardim passou a ser uma prioridade aos olhos de muitos. Os critérios da procura mudaram e a oferta acompanhou este movimento: agora há soluções de varandas pré-fabricadas que podem ser aplicadas em qualquer apartamento.

Foi com o intuito de procurar uma solução para a falta de espaços exteriores que o arquiteto espanhol Luis Quintano desenvolveu a STAYHÖME, um protótipo de varandas pré-fabricadas, que o idealista/news foi conhecer. Estas varandas podem ser adaptadas às necessidades e gostos de cada um, podendo ser fabricadas em madeira, metal ou bambu. Esta ideia foi uma das finalistas do concurso que decorreu em Espanha: “Arquitetura para o dia seguinte’, mas até agora Luis Quintano ainda não tem contrato de produção e comercialização deste produto, refere o El País.

Mas há outras soluções na calha e possíveis de implantar. O arquiteto holandês Michiel Hofman conseguiu passar do papel para a produção as ‘Bloomframe’, as janelas que se transformam em varandas em apenas 55 segundos – basta clicar num botão. Estas janelas foram especialmente pensadas para apartamentos pequenos situados em zonas com alta densidade populacional, como uma forma de ampliar o espaço da casa para o exterior com um simples clique. E já fazem parte da vida de alguns moradores. A primeira janela deste tipo foi colocada num edifício em Amsterdão, na Holanda, e também já chegou à Suíça. Hoje, o produto está ainda em fase de desenvolvimento técnico e de certificação, garante o arquiteto ao mesmo meio A solução não deverá estar no mercado antes de janeiro de 2022.

Janelas
Bloomframe
Note-se que adicionar uma varanda pré-fabricada ou uma janela extensível não é tarefa fácil. Primeiro, há que assegurar a viabilidade técnica das soluções para garantir a segurança dos utilizadores. A manutenção é também um ponto chave a tem em conta. E, depois, é também importante que cada município autorize a colocação destas soluções, o que requer a verificação de, por exemplo, as limitações urbanísticas para a zona em questão. Como estes produtos afetam a estética e estrutura das fachadas dos edifícios, há que chegar a acordo com os vizinhos.

Apesar do processo de colocação destas soluções em casa requerer a atenção para vários pontos e intervenientes, há que ter em conta que está é uma necessidade vincada em tempos de pandemia. Recorde-se que os dados mais recentes do idealista apontam para uma maior procura de casas para comprar com jardim e piscina – aumentando 41,1% entre dezembro de 2019 e dezembro de 2020. No ‘top’ das pesquisas durante o mesmo período seguem-se os imóveis com jardim (que registou um aumento na procura de 25,5%), quintas (22,6%), moradias (8,3%), tipologias T4+ (4,9%) e ainda as casas com terraço (4,3%).