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Rendas acessíveis em Lisboa: câmara quer sorteios só para quem vive na cidade

A vereadora da Habitação, Filipa Roseta, diz que é preciso "primeiro fixar e depois atrair" e "ajudar as pessoas que estão em Lisboa" a ficarem lá.

Rendas acessíveis em Lisboa
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Autor: Redação

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) quer mudar os critérios de atribuição de casas no âmbito do Programa de Renda Acessível (PRA). A vereadora da Habitação da capital, Filipa Roseta, vai levar à próxima reunião da autarquia uma proposta para que os futuros concursos de renda acessível sejam exclusivos para atuais habitantes da cidade ou para quem tenha lá vivido em algum momento dos últimos dez anos.

Até agora, tal como explica o jornal Público, que avança a notícia, qualquer pessoa interessada em viver na cidade de Lisboa poderia candidatar-se a uma das casas – desde que seja maior de idade e ganhe, no máximo, 35 mil a 45 mil euros anuais. Não precisa de morar na capital, na área metropolitana ou sequer no país.

“Se olharmos para os dados dos últimos dois concursos vemos uma enorme desproporção entre o número de candidaturas e o de casas, mas também entre os candidatos que residiam em Lisboa e os que não residiam”, diz Filipa Roseta em declarações ao jornal Público.

Para a vereadora, este sistema não faz sentido. “Queremos primeiro fixar e depois atrair”, refere, dizendo que as regras atuais podem agravar o problema de habitação para quem já vive na cidade. “Enquanto a desproporção for tão grande temos de dar prioridade a quem mora em Lisboa”, defende. "A nossa ideia é ajudar as pessoas que estão em Lisboa a ficarem cá. As famílias precisam deste sinal”, acrescentou Filipa Roseta.