12ª edição tem data marcada para o fim-de-semana de 13 e 14 de maio. Oportunidade de ver imóveis habitualmente fechados ao público
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Lisboa está cheia de edifícios históricos, casas privadas e outros lugares habitualmente fechados ao público que são dignos de, pelo menos, uma visita. Essa oportunidade vai existir no fim de semana de 13 e 14 de maio, no âmbito do Open House Lisboa. O evento organizado pela Trienal de Arquitetura de Lisboa, este ano conta com a curadoria do ateliê lisboeta Embaixada e vai dedicar-se a apresentar "as diferentes vidas dos edifícios", levando os visitantes "numa deriva para descobrir o nascimento, vida, morte e renascimento dos edifícios que constroem a cidade de Lisboa".

A proposta para a 12ª edição é assim "olhar para as arquiteturas que nos rodeiam enquanto entidades vivas, com um antes e depois, refletindo as diferentes fases do ciclo de vida dos edifícios" numa visita a “mais de 50 projetos, passeios urbanos com quem melhor conhece cada bairro, desafios para crianças e visitas acessíveis sensoriais para pessoas cegas, com baixa visão, ou com deficiência cognitiva, a par das visitas com interpretação LGP para pessoas surdas”, detalha a organização em comunicado.

Em paralelo, soma-se uma coleção digital com os 372 diferentes projetos que participaram no Open House Lisboa desde o seu lançamento, estando ainda contemplados os espaços visitáveis este ano, como:

  • Casa Triangular;
  • Silos Portuários do Beato;
  • Observatório Astronómico de Lisboa;
  • Sinagoga de Lisboa;
  • Teatro Thalia;
  • Hotel Ritz;
  • Carpintarias de São Lázaro;
  • MUDE – Museu do Design e da Moda;
  • Centro Ismaili;
  • Reservatório da Mãe de Água. 
Reservatório da Mãe de Água
Flickr

"Não existe maior sustentabilidade do que a renovação cíclica do uso que damos à arquitetura que habitamos coletivamente ao longo de séculos", lê-se na página do Open House 2023. E a propósito da promoção da sustentabilidade, os voluntários do evento vão vestir novos coletes produzidos com materiais recicláveis criados pelo designer Jorge Moita, em vez das tradicionais t-shirts de outros anos, “fomentando assim a reutilização futura e melhores práticas ao nível da sustentabilidade”, informa a organização.

Com esta mesma missão a favor do meio ambiente, Lisboa acolhe, em dezembro, o primeiro encontro presencial do Open House Europe, um projeto de cooperação financiado pelo programa Europa Criativa, da Comissão Europeia, com a participação de doze membros europeus da rede internacional Open House.

"Convidamos a explorar as várias vidas e autorias que resgataram estes espaços, numa viagem pelos gestos que vão moldando as cidades e que fazem delas expressão material da nossa identidade", remata a Open House na sua página.

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