
A Open House Lisboa regressa este ano mais cedo do que o habitual, mudando-se para a primavera, no fim-de-semana de 14 e 15 de maio. A 11.ª edição será comissariada pelo atelier lisboeta Aurora Arquitectos, fundado em 2010. Está nas suas mãos a definição do tema que orienta a seleção dos espaços do roteiro e definição de percursos urbanos, bem como a escolha de especialistas para acompanhar a descoberta das diferentes arquiteturas, normalmente escondidas do público.
"Se o exterior dos edifícios está limitado pelas normas urbanísticas para preservação da identidade coletiva, os interiores são do domínio privado, um património invisível que evolui de forma mais livre. Formam uma segunda linha, um campo de criatividade e transformação do espaço mais expressivo, criando edifícios gradualmente mais ambíguos, fruto dessa dualidade entre a intervenção interior e exterior", pode ler-se no site oficial da Open House, onde está anunciada a nova data.
As fachadas vistas pelo mundo exterior muitas vezes escondem novas formas de habitar, apenas visíveis no interior – edifícios modestos transformados numa única residência ou subdivididos em apartamentos, palacetes convertidos em hotéis, escritórios, ginásios, lares de idosos ou restaurantes. Todas estas transformações interiores, vistas em conjunto, de que cidade são reflexo? Que identidade invisível é essa? Se retirássemos as fachadas, que Lisboa ficaria à vista? Onde começa e acaba a identidade da cidade? Estas são algumas questões que a organização coloca e pretende ajudar a responder com a realização do evento.
O atelier Aurora Arquitectos, fundado por Sofia Couto e Sérgio Antunes, foi a consequência de um percurso que começou durante o período académico, tendo-se fortalecido com a experiência com o coletivo Kaputt! Já com uma equipa ampliada, o atelier trabalha projetos de variadas escalas com um enfoque mais recente na reabilitação urbana.
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