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Inquilinos de Nova Iorque vão deixar de pagar comissões às imobiliárias

O mercado de arrendamento da cidade norte-americana é um dos mais competitivos do mundo.

Gtres
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Autor: Redação

A grande maioria das operações imobiliárias nos EUA - quer de venda, quer de arrendamento - é realizada através da intermediação de um agente imobiliário. No mercado das rendas, em particular em Nova Iorque, a agência cobra sempre uma comissão aos inquilinos que assinam um novo contrato antes de entrarem na nova casa, que representa até 15% da renda anual. Mas este cenário está prestes a mudar. As autoridades da cidade decidiram proibir as agências imobiliárias de cobrarem essas taxas aos inquilinos, se não forem contactados diretamente por eles.

A nova regra não foi bem recebida entre os profissionais e pelo Real Estate Board of New York, uma associação de agências intermediárias, que irá contestar o novo regulamento em tribunal. O setor acredita que essa nova medida irá provocar um aumento do preços a pagar pelos inquilinos, uma vez que os proprietários irão tentar transferir esse custo associado ao imóvel para a renda mensal do arrendatário.

As imobiliárias poderão continuar a cobrar os seus honorários aos proprietários, pela gestão dos seus apartamentos arrendados, e também aos inquilinos que os contratem diretamente no momento de procurar casa, como referimos antes. 

Esta iniciativa é apenas uma das aprovadas em junho passado para regular o arrendamento na maior cidade dos EUA - o mercado das rendas nesta cidade é um dos mais caros e competitivos do planeta, existem mais de 900.000 apartamentos em regime livre, e o mercado regulamentado conta com quase um milhão de casas. A partir de agora, e segundo as novas regras, também só pode ser pedido um mês de caução, e não podem cobrar mais de 20 dólares a quem solicitar informações sobre determinado imóvel.

As associações de inquilinos mostram-se satisfeitas com as medidas, que favorecem o acesso ao mercado de arrendamento e podem vir a reduzir o número de sem-abrigo das ruas, onde vivem cerca de 92.000 pessoas. O próximo desafio destas associações é regular o despejo de inquilinos por razões de exclusão social.