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Casas por 1 euro na Sicília: a moda também chegou à vila de Troina

Depois de Gangi, Sambuca di Sicilia e Delia, o projeto também conquistou a vila de Troina.

Azotoliquido CCBY-SA 3.0
Azotoliquido CCBY-SA 3.0
Autor: Redação

A iniciativa de (comprar) casas por 1 euro na ilha de Sicília, em Itália, parece estar a ganhar força. Depois de Gangi, Sambuca di Sicilia e Delia, o projeto também conquistou a vila de Troina, na província de Enna. 

Conforme explicado no site do município de Troina, o objetivo do projeto é “recuperar os edifícios desabitados do centro histórico, através da transferência simbólica de 1 euro, pelos proprietários, para agências, empresas, cooperativas e particulares, que desejam investir num projeto de recuperação e valorização”. O projeto faz parte da ação de valorização da cidade iniciada pela administração municipal para repovoar os antigos bairros medievais daquela que é uma das “mais belas vilas da Itália”

O presidente da câmara de Troina, Sebastiano Venezia, disse, em outubro de 2020, que havia muitos interessados na compra de propriedades na vila, oriundos de vários países: “Nos últimos meses, recebemos muitos pedidos de compra de propriedades no centro histórico de todo o mundo, incluindo EUA, Inglaterra, Alemanha, França, Bélgica, Turquia , Brasil, Peru, Argentina e Holanda, e muitos compradores potenciais já vieram visitar a vila, com a intenção de comprar uma casa para reformar e lá residir em determinadas épocas do ano. Desenvolvemos um projeto que nos permitirá recuperar os muitos edifícios que infelizmente estão abandonados, repovoando os antigos bairros desabitados”.

De acordo com o projeto, os proprietários que pretendam vender o seu imóvel e os potenciais compradores deverão notificar oficialmente o município. Este, “além de apoiar ambos e selecionar as propostas recebidas, garantirá o respeito dos interesses dos sujeitos envolvidos, preparando as escrituras de cessão e garantindo a legitimidade da intervenção, bem como prevendo facilidades específicas, como isenções fiscais e contribuições”. 

Os compradores – cidadãos ou empresas em nome individual, cooperativas ou empresas que tenham por objeto social a gestão de imóveis de uso turístico e hoteleiro – deverão assinar a escritura de compra e venda e arcar com todas as despesas de documentação, preparação de reabilitação e projeto de recuperação. As obras tem de arrancar no prazo de dois anos após a data da compra e terá de ser estipulada uma apólice de fiança de três anos a favor do município, para garantir a execução das obras. De referir que “em caso de incumprimento, a autoridade fiscal reserva-se o direito de confiscar e adquirir o imóvel”. 

Em resumo, os compradores devem:

  • Estipular a escritura de compra e venda e arcar com todas as despesas da mesma;
  • Preparar um projeto de renovação e recuperação do imóvel;
  • Certificar-se que as obras arrancam no prazo de dois anos após a data da compra;
  • Estipular uma apólice de fiança de três anos de 5.000 euros a favor do município.