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Preço da habitação na Holanda continua a subir devido à escassez de oferta

2020 fechou com um aumento médio anual do preço das casas de 7,8%, sendo que só em janeiro de 2021 o crescimento atingiu 9,3%.

Gtres
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Autor: Redação

A falta de oferta de casas no mercado residencial holandês está a causar um aumento inesperado no preço das casas, de acordo com a análise de vários bancos do país. 2020 fechou com um aumento médio anual de 7,8%, mas a verdade é que só em janeiro de 2021 o crescimento atingiu 9,3%. O banco Rabobank, por exemplo, prevê aumentos médios de 8% para este ano.

O mercado imobiliário na Holanda permaneceu estável apesar da pandemia da Covid-19, mas é cada vez mais notória uma diminuição na oferta de casas para venda. Isso, juntamente com as baixas taxas de juros, está a fazer com que os preços dos imóveis voltem a subir. “Para este ano, projetamos um crescimento sólido dos preços das casas de 8%”, garante o Rabobank num dos seus últimos relatórios.

Em 2020, segundo economistas do ING, o preço da habitação fechou com um aumento de 7,8% em relação ao ano anterior, tendo em janeiro de 2021 disparado 9,3% face ao período homólogo. Trata-se do maior aumento dos últimos dois anos.

O governo holandês tentou facilitar o acesso a uma casa para menores de 35 anos, eliminando a carga tributária para a compra da primeira casa. No entanto, as previsões do Rabobank apontam para uma queda nas transações em 2021, devido a este aumento dos preços, que se deve em parte à falta de oferta. “Para 2021 esperamos uma queda anual nas transações de -6,6%, cerca de 220 mil operações, quebra essa que será ainda maior em 2022 (210 mil vendas). Essa redução nas transações tem mais a ver com escassez de oferta do que com um recuo na procura. Em meados de novembro de 2020, havia apenas 37.000 casas usadas à venda. Nunca houve tão poucos imóveis no mercado”, garante o Rabobank.

Os analistas adiantam que a obra nova não está a ser capaz de absorver o ‘stock’ habitacional necessário para manter os preços estáveis, e ainda será escassa em 2021. Segundo estimativas das construtoras do país, cerca de 18.000 projetos sofreram atrasos depois dos tribunais obrigarem as empresas do setor a encontrar formas de reduzir as emissões de nitrogénio, violando os regulamentos da União Europeia.

Para o Rabobank, “se em meados de 2020, o governo informou que havia uma escassez de 331.000 casas, o que equivale a 4,2% do parque total de habitação, espera-se que essa escassez aumente ainda mais nos próximos anos devido ao crescimento populacional, o que, por sua vez, aumentará a procura pela capacidade de construir casas novas”. “Estima-se que a escassez em 2025 seja de 419.000 casas (5,1% do parque nacional)”, acrescenta o banco holandês.