Madrid vai dar descontos no IRS a quem queira mudar-se para a região

Medida entra em vigor em 2024 e abrange quem não tenha residido em Espanha nos últimos cinco anos.
Madrid
Foto de Jorge Fernández Salas no Unsplash

Numa altura em que Portugal anuncia mudanças no regime de residentes não-habituais e programa Regressar, Madrid prepara-se para criar um novo regime de alívio fiscal para ex-residentes. Em 2024, entrará em vigor uma nova dedução no IRS para quem não tenha residido em Espanha nos últimos cinco anos e queira investir e mudar-se para a região, tornando-se um novo contribuinte.

Neste caso, segundo explica o El Mundo, 20% do investimento total realizado em ativos financeiros pode ser deduzido no IRPF (equivalente ao IRS português), desde que seja mantido pelos seis anos seguintes. O anúncio foi feito pela presidente da Comunidad de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, numa reunião da Câmara do Comércio Espanha-Estados Unidos.

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O investimento será tanto para ativos financeiros quanto imobiliários. "Que fiquem a viver entre nós é o que queremos, que novas famílias venham para Madrid, que aqui se instalem e venham com os filhos continuar a contribuir para esta Espanha", explicou a responsável, citada pelo jornal.

A nova medida não estabelece quaisquer limites máximos ou mínimos – o incentivo será aplicável a partir do primeiro euro investido, tal como escreve o jornal. O único limite anual será a taxa de IRS sobre a qual é aplicada a dedução de 20%, ou seja, se for suficiente para compensar todo o alívio, poderá ser feito no primeiro ano. Se não for, será distribuído pelos próximos cinco anos.

Desta forma, um residente ou estrangeiro que regresse a Madrid e que invista 1 milhão de euros pode deduzir 20% do total (200 mil euros) se a sua quota de IRS para esse ano for igual ou superior. Caso contrário, o que não puder ser aplicado naquele ano será distribuído pelos cinco anos seguintes.

Revisão do preço da habitação social em cima da mesa

A Comunidad de Madrid estará ainda a ponderar rever o preço do módulo da habitação social, algo fundamental para tornar um projeto residencial rentável.

Estará, portanto, a ser estudada a possibilidade de se aumentar o preço fixado face à nova realidade económica que os promotores estão a viver. Isto foi confirmado por José María García Gómez, Vice-Ministro da Habitação, Infraestruturas e Transportes da Comunidade de Madrid numa mesa redonda organizada pelo idealista/news.

"Há uma questão fundamental, que é a consolidação do aumento do custo de produção de uma casa e os problemas de financiamento que afetam a viabilidade dos projetos. Estamos em processo de reflexão sobre a revisão do módulo sobre o preço da habitação subsidiada para encontrar esse ponto de conexão entre a realidade económica do que custa produzir habitação social e o efeito anti-inflacionário que a atualização dos módulos deve ter", diz García Gómez.

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