No cenário global da concentração urbana, há diferenças claras entre países europeus e as grandes economias mundiais. À escala global, cerca de 16% da população urbana vive na maior cidade do seu país, mas em muitas nações europeias esta fatia é bastante superior à das metrópoles mais “espalhadas” dos Estados Unidos (EUA), da China ou da Índia.
Portugal é um dos casos mais concentrados: cerca de 46% da população urbana vive na capital, Lisboa, que se impõe de forma clara sobre outros centros como o Porto ou Braga. Isto significa que quase metade dos habitantes que vivem em áreas urbanas se concentra num único polo metropolitano – um traço distintivo da estrutura urbana portuguesa, em que Lisboa assume um papel dominante, tanto demográfico como económico.
Em Espanha, também se sente a “força gravitacional” da capital, ainda que em menor grau: cerca de 17% dos espanhóis (considerando apenas a população urbana) reside em Madrid, valor que reflete o peso da cidade e de áreas metropolitanas como Barcelona. Sem atingir o estatuto de “primate city” – uma urbe que domina demograficamente todo o país – Madrid e as grandes conurbações espanholas concentram, ainda assim, uma fatia relevante de residentes face a muitas outras nações europeias.
Já em Itália, o número é bem mais contido: apenas cerca de 11% da população urbana vive na maior cidade, Roma. Este posicionamento na parte baixa da tabela mundial revela uma distribuição demográfica mais dispersa por várias cidades – de Milão a Nápoles, de Turim a Florença – sem uma metrópole única a dominar de forma evidente o cenário nacional.
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