A colaboração entre os centros de emprego e as agências privadas de emprego deverá abranger dez mil desempregados das zonas metropolitanas de Lisboa e do Porto, as regiões que têm o maior número de desempregados do país.
De acordo com o Público, que cita uma fonte oficial do Ministério do Emprego e da Segurança Social, “estão a ser ultimados os detalhes técnicos para a concretização dos projetos-piloto” nas duas cidades. A tutela não adiantou, no entanto, quando se iniciará essa colaboração. Trata-se de uma medida que já tinha sido anunciada em 2012, sendo que, no ano passado, o Executivo estimou que os projetos-piloto pudessem começar até junho deste ano.
Os desempregados que podem ser abrangidos por esta iniciativa têm de ter mais de 23 anos, estar inscritos nos centros de emprego há mais de 12 meses – no caso dos desempregados com mais de 45 anos basta estarem inscritos há mais de seis meses – e ser subsidiados ou beneficiários do rendimento social de inserção.
Se, após um período mínimo de um ano, o centro de emprego não conseguir dar uma resposta a estes desempregados, o serviço público poderá contratualizar com uma agência privada de colocação as respostas para estas pessoas. “Não se trata de qualquer financiamento a empresas privadas, mas a prestação de um serviço que concorrerá para o cumprimento dos objetivos do serviço público”, refere o ministério. “O recurso a esta solução experimental visa, além do nuclear objetivo direto de integração profissional das pessoas envolvidas, para as quais no final de um período mínimo de um ano o serviço público não tinha encontrado uma resposta, avaliar metodologias, processos e recursos diferentes dos promovidos, no sentido de poder melhorar as prestações futuras neste domínio”, acrescenta a tutela.
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