Apesar do novo aeroporto de Lisboa ainda ser uma miragem – a infraestrutura só deverá ficar concluída na próxima década –, já se fazem planos do que poderá vir a “nascer” nos terrenos do Aeroporto Humberto Delgado (Portela). São cerca de 700 mil metros quadrados (m2) que poderão vir a ser ocupados por mais de 2.000 apartamentos, escritórios, comércio e alojamento turístico.
Em causa está o relatório da Comissão Técnica Independente (CTI), responsável pela avaliação ambiental estratégica para o aumento da capacidade aeroportuária da região de Lisboa, citado pelo jornal Público, que apresenta conclusões sobre as melhores alternativas para o novo aeroporto, mas também os custos da desativação dos terrenos e sua posterior rentabilização.
De acordo com o jornal, há três hipóteses em cima da mesa:
- Renaturalizar o terreno e reconvertê-lo numa zona verde;
- Rentabilizar a área atualmente edificada, cerca de 7% do terreno;
- Rentabilizar toda a área urbanizável, cerca de 14,5%.
O cenário de urbanização de 14,7% do terreno do aeroporto será o mais rentável, através da qual se "poderá alcançar o equilíbrio financeiro, não resultando em custos para o Estado", apesar dos “riscos associados a uma operação de desativação desta magnitude”.
Os autores do estudo, diz o Público, propõem uma divisão deste espaço por usos: 55,5% para escritórios, 39% para habitação, 4,5% para um centro comercial e 1% para hotelaria. No caso da habitação, o espaço disponível daria para construir 2.248 apartamentos.
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