A Hyperion Renewables, empresa ibérica dedicada ao desenvolvimento, financiamento e operação de projetos de energia renovável, acaba de fechar o financiamento de 210 milhões de euros para o Projeto Theia, para suportar a construção, operação e refinanciamento de um portefólio de projetos de energia renovável em Portugal.
O Theia é constituído por dois projetos híbridos, totalizando 295,45 MW, e por um conjunto de Unidades de Pequena Produção (UPPs), segundo é anunciado em comunicado. O projeto da Cavaleira é caso único no país, combinando solar, eólica e baterias ligadas a um único ponto de ligação à rede, enquanto o projeto de Vale de Moura integra solar e armazenamento em baterias.
A maior parte da energia gerada será vendida através de Power Purchase Agreements (PPAs) de longo prazo, celebrados com entidades nacionais e internacionais, incluindo um PPA híbrido. Cerca de 70% da produção do portefólio encontra-se já assegurada por estes contratos, sendo a restante comercializada diretamente no mercado. Já os projetos de armazenamento em baterias beneficiam ainda de financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), reforçando, deste modo, a importância estratégica do armazenamento para a integração das renováveis e para a segurança do abastecimento.
Na nota, a Hyperion Renewables adianta que operação foi viabilizada através de um consórcio de bancos e de uma gestora de ativos, tanto portugueses como internacionais, combinando dívida a nível dos projetos e dívida a nível da holdco, numa solução que assume um caráter inovador no mercado português para projetos com uma importante componente de armazenamento de energia.
Trata-se de uma operação que teve assessoria jurídica da CS Associados, em representação da Hyperion Renewables, da PLMJ, enquanto assessores legais do sindicato bancário da dívida ao nível dos projetos, e da Perez-Llorca, como assessora jurídica da Eiffel Investment Group S.A.S., no âmbito da dívida ao nível da holdco.
Do total de 210 milhões de euros financiados, cerca de 175 milhões correspondem a dívida ao nível dos projetos, concedido por um sindicato bancário composto pelo banco Santander Totta, Banco Português de Fomento, BCP e pela Sumitomo Mitsui Banking Corporation (SMBC). Os restantes 35 milhões dizem respeito a dívida na holdco, assegurada pela Eiffel Investment Group.
Os recursos obtidos destinam-se a suportar o investimento nos projetos (CAPEX) e a refinanciar ou reembolsar a dívida associada a ativos já operacionais.
Citada no documento, Aytea Amandi-Alvarez, CEO da Hyperion Renewables, afirma que, para a empresa, “esta operação representa um marco estratégico no seu percurso de crescimento e consolidação no mercado ibérico e europeu”, acrescentando que “o Projeto Theia demonstra que é possível estruturar, em Portugal, financiamentos bancários robustos para portefólios renováveis cada vez mais complexos, integrando produção e armazenamento de energia”.
“Este financiamento reforça a nossa ambição de desenvolver soluções que combinem escala, inovação e contributo real para a competitividade e para a transição energética”, conclui.
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