Os preços da habitação continuam a subir, um pouco por todo o mundo, e Portugal esteve em destaque durante o primeiro trimestre deste ano, ao registar uma valorização nominal anual de 16,5%, o 4º valor mais alto.
De acordo com o estudo internacional Global House Price Index, da Knight Frank, parceira em Portugal da Quintela + Penalva, Portugal foi apenas ultrapassado pela Turquia (26,2%), Hungria (21,4%) e Macedónia do Norte (16,7%).
Em comunicado, Carlos Penalva, sócio fundador da Quintela + Penalva, frisa que estes dados “confirmam uma tendência que temos vindo a observar no terreno: Portugal continua a afirmar-se como um dos mercados residenciais mais atrativos da Europa, sustentado por uma combinação de qualidade de vida, estabilidade, segurança e uma oferta imobiliária diferenciadora”.
O país teve igualmente um dos melhores desempenhos mundiais em termos reais, descontando a inflação, registando um crescimento de 13,4%.
Este estudo da Knight Frank demonstra ainda que o mercado residencial global começa a normalizar, uma vez que o crescimento médio mundial desacelerou de 2,3% para 1,4% de um trimestre para outro. Contudo, quase a totalidade (91%) dos 55 mercados analisados continuaram com aumentos anuais dos preços da habitação.
Lisboa atrai multimilionários
A capital portuguesa, particularmente, tem-se afirmado no segmento residencial prime, atraindo multimilionários. Em conjunto com Madrid (Espanha) e com as cidades suíças (com aumentos entre os 4,8% e os 6,4%), Lisboa tem estado nos lugares de liderança do crescimento do mercado imobiliário de luxo na Europa, ao registar um aumento de 3,4% nos últimos 12 meses, sendo a 4ª cidade europeia e a 15ª mundial com a maior subida (no último trimestre de 2025 ocupava o 18º lugar mundial).
Estes são dados do Prime Global Cities Index, que acompanha o comportamento dos mercados prime em 47 cidades internacionais.
“Lisboa, em particular, mantém uma forte capacidade de atrair investidores e compradores internacionais de elevado património, consolidando a sua posição entre os principais destinos do segmento residencial prime. Este desempenho demonstra não só a confiança no mercado português, mas também a maturidade e a resiliência do setor, que continua a captar procura qualificada e de longo prazo”, refere ainda Carlos Penalva.
Por sua vez, Liam Bailey, Global Head of Research da Knight Frank, refere que em 2021, segundo dados da consultora, Portugal tinha 1.462 indivíduos com um património líquido superior a 30 milhões de dólares (cerca de 26 milhões de euros) e que “em apenas cinco anos subiu 49,6%”.
Um crescimento, de acordo com estes dados citados por Liam Bailey, que é “superior à China, EUA, França, Reino Unido ou Espanha”, destacando que “Portugal ainda é uma localização onde os ricos estão interessados e tem, ainda, bastante margem para crescer”.
Europa lidera mercados com maior valorização de preços
Uma dúzia de mercados residenciais registaram valorizações de mais de 10% durante o último ano, onde entre os quais se destacam Portugal, Turquia, Hungria, Macedónia do Norte e Croácia, no top 5.
No entanto, as principais cidades de luxo registam uma desaceleração do crescimento dos preços em termos anuais para 2,0%. As cidades de Shenzhen (China), Vancouver e Toronto (ambas no Canadá) foram as que tiveram as maiores quedas anuais de preços, enquanto Londres (Reino Unido) permaneceu em território negativo. Já Tóquio (Japão) lidera o ranking mundial no crescimento (subida anual de 44,4%), seguido de Manila (Filipinas), Dubai (EAU), Seul (Coreia do Sul) e Singapura (Singapura).
“O mercado residencial de luxo entrou numa fase mais seletiva. O crescimento mantém-se positivo, mas está cada vez mais concentrado num número reduzido de mercados, sendo os fatores locais determinantes para a evolução dos preços”, explica Liam Bailey.
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