Num mundo cada vez mais volátil, a pergunta impõe‑se: onde é que o capital está verdadeiramente mais protegido? Em vez de olhar apenas para retornos de curto prazo, começam a ganhar peso os países vistos como “portos seguros”, capazes de aguentar crises económicas e choques geopolíticos sem sair do eixo.
É precisamente isso que a Henley & Partners tentou medir ao avaliar 50 países segundo a sua capacidade de resistir a períodos de turbulência, analisando fatores como estabilidade política, inflação, qualidade da governação, saúde das finanças públicas e risco cambial. A partir daí, construiu um ranking dos destinos considerados mais seguros para investir. O veredito para 2026 coloca a Suíça no topo, como país mais seguro do mundo para investidores, seguida de Dinamarca e Noruega.
Segundo a Visual Capitalist, a Europa domina claramente os primeiros lugares, com nove dos 10 países do topo, mas com uma ausência notória: Portugal só aparece na 49.ª posição. A única exceção ao domínio europeu é Singapura, que surge em 4.º lugar graças à sua boa governação, contas públicas sólidas e um ambiente empresarial altamente competitivo.
Da leitura do índice sobressai uma tendência clara: países com instituições políticas estáveis, finanças públicas disciplinadas e política monetária credível superam, de forma consistente, economias muito maiores que vivem sob maior incerteza política ou económica. Ou seja, nem sempre o maior mercado é o mais seguro.
O estudo sugere que a resiliência – e não o tamanho – é hoje a caraterística que melhor define os destinos de investimento mais seguros. Como resultado, economias relativamente pequenas como Suíça, Dinamarca e Singapura surgem à frente de gigantes de investimento como Alemanha (9.º), Canadá (11.º), Reino Unido (19.º), França (23.º), Estados Unidos (24.º), Japão (27.º), Itália (36.º), China (37.º) ou Espanha (46.º).
Importa sublinhar que este índice não pretende adivinhar quais os mercados bolsistas que vão gerar maiores rentabilidades. O objetivo é avaliar a resiliência do enquadramento geral de investimento de cada país em períodos de tensão económica e geopolítica, com base em 13 indicadores que incluem inflação, volatilidade cambial, governação, estabilidade política e situação das contas públicas.
O resultado é uma visão mais ampla do conceito de segurança na hora de investir, menos focada no desempenho imediato dos mercados e mais na capacidade de cada país se manter estável quando o mundo entra em modo turbulência.
Acompanha toda a informação imobiliária e os relatórios de dados mais atuais nas nossas newsletters diária e semanal. Também podes acompanhar o mercado imobiliário de luxo com a nossa newsletter mensal de luxo.
Fica a saber mais sobre o idealista/news.
Whatsapp idealista/news Portugal







Para poder comentar deves entrar na tua conta