“Portugal continua a manter-se no radar dos investidores internacionais”

Sérgio Runa, gestor do Salão Imobiliário de Portugal (SIL), está otimista para mais uma edição do evento, que decorre até sábado.
SIL 2026 abre portas
Sérgio Runa, gestor do SIL Créditos SIL

Abre hoje portas aquela que é a maior e mais importante feira do setor imobiliário a nível nacional. Falamos do Salão Imobiliário de Portugal (SIL), que decorre até sábado (25 de abril de 2026) na FIL, em Lisboa, realizando-se em conjunto com a Tektónica, à semelhança dos anos anteriores. Sérgio Runa, gestor da feira, diz ter a expectativa de que esta edição, a 29ª, seja “uma das mais relevantes e participadas” de sempre. E considera, em entrevista ao idealista/news, que o país “continua a manter-se no radar dos investidores internacionais”.

Segundo Sérgio Runa, o país oferece uma elevada qualidade de vida, infraestruturas modernas, boa conectividade internacional e segurança jurídica, aspetos que aumentam a confiança dos investidores estrangeiros. “Espera-se que, nesta edição do SIL, a presença de compradores estrangeiros continue a ser significativa, nomeadamente de países europeus como França, Alemanha, Espanha e Reino Unido, bem como de outras geografias fora da Europa”, acrescenta. 

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Destacando que o SIL é uma “montra de inovação e espaço de decisão e investimento no setor imobiliário”, Sérgio Runa enaltece a presença no evento de empresas ligadas às novas soluções tecnológicas de PropTech e smart building, “refletindo a crescente incorporação da tecnologia e da Inteligência Artificial (IA) no setor imobiliário”. Em debate e/ou análise durante os três dias de feira estarão também, entre outros temas, a aposta no Build to Rent e a importância de tornar a habitação mais acessível, nomeadamente adotando soluções como a construção industrializada.

Edição de 2026 do Salão imobiliário de Portugal
Edição de 2025 do SIL Créditos: Gonçalo Lopes | idealista/news

O que esperar da edição deste ano do SIL? Antecipa que possa ser a melhor de sempre?

O SIL 2026 afirma-se como a feira líder do setor imobiliário na Península Ibérica, reunindo os principais promotores, investidores, mediadores e uma vasta oferta de projetos e soluções. Destaca-se pelo crescimento significativo da área expositiva e pela qualidade dos expositores, refletindo a evolução do mercado e reforçando a atratividade do evento. A expectativa é de que esta edição seja uma das mais relevantes e participadas, sobretudo devido à sua dimensão, qualidade dos participantes e sinergias com a Tektónica.

Há alguma novidade na calha que possa partilhar? Algo diferente face às edições anteriores?

Os principais destaques desta edição é o reforço da dimensão internacional, com expositores da Europa, América do Norte, América do Sul e Médio Oriente, bem como a presença de empresas ligadas às novas soluções tecnológicas de PropTech e smart building, refletindo a crescente incorporação da tecnologia e da Inteligência Artificial (IA) no setor imobiliário

Referir ainda as conferências SIL Investment Pro, onde serão abordados temas de grande atualidade como o “Build to Rent em Portugal” e a “Acessibilidade à Habitação”, com foco em soluções como a construção industrializada.

Relativamente a expositores, quantos haverá este ano? Mais que na edição anterior? Quantos pavilhões terá o SIL e quantos terá a Tektónica?

O SIL e a Tektónica ocuparão conjuntamente 45.000 metros quadrados (m2), sendo que o SIL abre a exposição no pavilhão 1, área exterior entre pavilhões 1 e 2, e FIL Meeting Center, enquanto a Tektónica ocupa os pavilhões 2, 3 e 4. A ocupação integral das instalações evidencia a relevância dos dois eventos, com a participação de promotores, investidores, mediadores e empresas ligadas à habitação, investimento, turismo residencial, serviços associados e tecnologias.

E visitantes, quantos são esperados nesta edição? Mais que no ano passado?

Temos boas perspetivas, na medida em que o SIL está ainda mais robusto, quer em termos de exposição, quer em termos de programação. Nesta edição de 2026 prevemos mais de 35.000 visitantes.

Salão imobiliário de Portugal 2026
Edição de 2025 do SIL Créditos: Gonçalo Lopes | idealista/news

Será a segunda vez que o SIL se realizará em abril e também a segunda vez que irá decorrer durante três dias. Que conclusões se podem retirar destas mudanças, tendo em conta a experiência do ano passado? Foi uma aposta ganha? 

Sim, foi uma aposta ganha, na medida em que os expositores estão satisfeitos e conseguimos potenciar a diversidade do público e as sinergias com a Tektónica, facilitando parcerias e concretização de negócios.

Paralelamente, há várias novidades legislativas prestes a sair do papel relacionadas com o setor residencial, nomeadamente as relacionadas com o pacote fiscal, como por exemplo a redução do IVA na construção. Quais destacaria e porquê?

Sim, as conferências SIL Investment Pro abordam temas como o “Build to Rent em Portugal” e a “Acessibilidade à Habitação”, que estão diretamente ligados às alterações legislativas e ao pacote fiscal, permitindo discutir soluções concretas para aumentar a oferta de habitação e reduzir custos.

Portugal mantém-se atrativo para os investidores imobiliários, nomeadamente estrangeiros? O que continua a manter Portugal no radar e que países espera que tenham mais peso/relevância este ano quer no país quer no SIL?

De facto, Portugal continua a manter-se no radar dos investidores internacionais devido a vários fatores, designadamente a estabilidade política e económica, a previsibilidade legislativa, o crescimento do turismo e a valorização do mercado residencial.

"Portugal continua a manter-se no radar dos investidores internacionais devido a vários fatores, designadamente a estabilidade política e económica, a previsibilidade legislativa, o crescimento do turismo e a valorização do mercado residencial. O país oferece ainda uma elevada qualidade de vida, infraestruturas modernas, boa conectividade internacional e segurança jurídica, aspetos que aumentam a confiança dos investidores estrangeiros"

O país oferece ainda uma elevada qualidade de vida, infraestruturas modernas, boa conectividade internacional e segurança jurídica, aspetos que aumentam a confiança dos investidores estrangeiros. Espera-se que, nesta edição, a presença de compradores estrangeiros continue a ser significativa, nomeadamente de países europeus como França, Alemanha, Espanha e Reino Unido, bem como de outras geografias fora da Europa, que procuram oportunidades de investimento principalmente no segmento de habitação média e médio alto.

A tecnologia está a conquistar cada vez mais o seu espaço no setor imobiliário, nomeadamente através da IA. Como está o mercado a reagir a esta tendência e que impacto tem a IA no setor em geral e na atividade da mediação imobiliária em particular? O tema estará também em destaque no SIL?

O SIL tem acompanhado a transformação tecnológica com a presença crescente de empresas de PropTech, soluções digitais e ferramentas de gestão de ativos e smart buildings. Estas soluções são discutidas, apresentadas e muitas vezes concretizadas através de parcerias durante o evento, posicionando o SIL como uma montra de inovação e um espaço de decisão e investimento no setor.

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