Inflação cai para 3% em julho devido ao preço da energia e dos alimentos

Segundo o INE, os transportes, a restauração e o alojamento continuam entre os principais fatores de pressão sobre o custo de vida.
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A taxa de inflação abrandou em julho, com a variação homóloga a descer para 3%, menos 0,2 pontos percentuais (p.p.) do que em junho. A desaceleração foi influenciada por um menor ritmo de subida dos preços dos alimentos não transformados e da energia, embora os transportes, a restauração e o alojamento continuem entre os principais fatores de pressão sobre o custo de vida, de acordo com informação divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Índice de Preços no Consumidor
Fonte: INE

A variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor confirmou a estimativa rápida divulgada no final de julho. Os produtos energéticos registaram uma subida de 8,7%, abaixo dos 9,1% de junho, enquanto os alimentos não transformados desaceleraram de 5,1% para 3,7%. Em contrapartida, a inflação subjacente – que exclui energia e alimentos não transformados – avançou de 2,5% para 2,6%, sinal de que as pressões nos preços continuam presentes noutras componentes do cabaz de consumo.

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Em termos mensais, os preços caíram 0,5% em julho (0,1% no mês anterior e -0,4% em julho de 2025). "Excluindo os produtos alimentares não transformados e energéticos, a variação do IPC foi -0,7% (0,3% no mês anterior e -0,8% em julho de 2025)", lê-se no boletim do INE. 

Quanto ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, que permite uma melhor comparação com outros países, terá registado uma variação homóloga de 2,7%, o que compara com 2,5% em junho.

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