A inflação em Portugal desacelerou ligeiramente em junho para 3,2%, uma taxa 0,1 pontos percentuais (p.p.) inferior à do mês anterior. Este abrandamento é explicado pela redução dos preços dos combustíveis, que abrandou a subida dos custos energéticos. Os preços dos alimentos também subiram menos em junho.
Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta sexta-feira, dia 10 de julho, confirmam a estimativa rápida da instituição divulgada a 30 de junho. “A variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi 3,2% em junho de 2026, taxa inferior em 0,1 p.p. à registada no mês anterior”, lê-se no boletim.
Este abrandamento da inflação em Portugal é explicado pelo menor crescimento dos preços da energia, bem como dos preços dos alimentos:
- Produtos energéticos: preço diminuiu para 9,1% (13,1% no mês anterior), “refletindo uma redução dos preços dos combustíveis”, detalha. Recorde-se que os preços da energia começaram a subir em flecha desde o início do conflito no Médio Oriente, a 28 de fevereiro, impactando a inflação;
- Produtos alimentares não transformados: registou uma variação de 5,1% em junho (5,7% em maio).
O gabinete de estatística destaca que, em junho, nas classes com maiores contribuições positivas para a variação homóloga da inflação no país, encontram-se os transportes, restaurantes e serviços de alojamento e produtos alimentares e bebidas não alcoólicas. Já as classes do vestuário e calçado e da informação e comunicação contribuíram em sentido oposto.
Face ao mês anterior, a variação da inflação em Portugal foi de 0,1% em junho (0,2% em maio e 0,1% em junho de 2025), estimando-se uma variação média nos últimos 12 meses de 2,6% (2,5% no mês anterior).
O indicador de inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, registou uma taxa de variação homóloga de 2,5% em junho, 0,3 pontos percentuais acima do verificado em maio.
Quanto ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, que permite uma melhor comparação da inflação com outros países da zona euro, verificou-se uma variação homóloga de 3,1%, idêntica ao mês precedente, sendo superior em 0,3 p.p. à da área do Euro.
“Excluindo os produtos alimentares não transformados e energéticos, o IHPC em Portugal registou uma variação homóloga de 2,5% em junho de 2026, taxa superior em 0,3 p.p. à correspondente para a área do Euro”, revela ainda o INE no documento.
*Com Lusa
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