O crescimento do teletrabalho e a vontade de refúgio estão a aumentar o interesse em ter um imóvel em zonas rurais, muitas vezes heranças dos avós ou dos pais, nos arredores das grandes cidades.
A MGI Capital, que detém 28,27% da Efacec e é dividida a meias pelo Grupo José de Mello e a Têxtil Manuel Gonçalves (TMG), pôs à venda dois ativos industriais no Polo Efacec, na zona industrial da Maia.
Os investidores mostram-se cada vez mais preocupados com as práticas ambientais, sociais e de gestão em diferentes setores, e o imobiliário não é exceção. As estratégias ESG (Environmental, Social and Governance) têm agora um papel de peso na tomada de decisões e impacto no valor dos ativos.
Com a subida da Euribor em todos os prazos, contratar um crédito habitação de taxa de juro variável está a tornar-se menos interessante para as famílias portuguesas.
Um dos fundos de investimento geridos pela Sociedade Gestora Interfundos vendeu um imóvel de rendimento no Sintra Business Park. Com 1.400 metros quadrados (m2) de escritórios e armazém, o ativo ocupava um dos edifícios do parque empresarial.
Após dois anos de pandemia, o mercado de escritórios continua a dar sinais de recuperação. Uma análise recente da Savills revela que Lisboa apresenta um bom ritmo de crescimento, tendo sido o mês de maio o terceiro melhor de 2022 em termos de absorção.
O risco de bolha imobiliária está a estremecer várias economias mundiais. À medida que os bancos centrais aumentam as taxas de juro diretoras, os juros dos créditos habitação sobem apertando os orçamentos familiares que já estão pressionados pela inflação. E a tudo isto soma-se ainda o risco de recessão global. Se este contexto arrefecer a procura, os preços das casas podem mesmo começar a cair a pique e fazer estoirar a bolha em muitas economias. Portugal é uma das economias da Zona Euro em maior risco de bolha imobiliária.
A inflação tem efeitos diretos na atualização anual das rendas. E isto está a gerar uma onda de alarme, pelos altos níveis em que se encontra atualmente - tem vindo a escalar, até chegar a 8% em maio.
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