Preço das casas à venda volta a abrandar – mas regista novo recorde

Lisboa registou a subida mais baixa do custo da habitação em julho (4,1%), mostra idealista. No Porto, os preços cresceram 8,4%.
Preço das casas em Portugal
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A compra de casas em Portugal tem sentido os primeiros sinais de abrandamento. A venda de casas está a cair perante os altos custos da habitação, bem como pela subida da inflação e dos juros impactados pelo conflito no Médio Oriente. E já se nota um ligeiro recuo na procura de crédito habitação. Todo este cenário acaba por influenciar a evolução do preço das casas à venda no país, o qual abrandou a subida anual em julho para 8% (8,9% em junho), de acordo com os dados do idealista. Ainda assim, este crescimento foi suficiente para voltar a registar um novo recorde.

Apesar de o ritmo de aumento ter abrandado, os preços das casas em Portugal voltaram a registar novos máximos históricos, passando a ter o custo mediano de 3.210 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de julho, segundo o índice de preços do idealista. Trata-se do preço recorde registado pelo nono mês consecutivo. Em termos trimestrais, os preços mantiveram-se praticamente estáveis (0,4%).

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Casas para comprar ficam mais caras em todas as grandes cidades

Em julho de 2026, os preços das casas à venda subiram em todas as 20 capitais de distrito ou de regiões autónomas analisadas. As maiores subidas anuais do custo da habitação registaram-se em Viseu (20,2%), Portalegre (19,9%), Guarda (18,7%), Vila Real (18,1%) e Bragança (17,8%). Seguem-se Leiria (17%), Faro (17%), Santarém (16,7%), Beja (15,8%) e Coimbra (15,1%). Também Viana do Castelo (13,4%), Braga (13,1%), Aveiro (13,1%), Évora (12,5%) e Castelo Branco (11,8%) apresentaram valorizações expressivas.

Já Setúbal (9,1%), Porto (8,4%), Funchal (8,2%), Ponta Delgada (5,1%) e Lisboa (4,1%) registaram aumentos dos preços das casas para comprar mais moderados, mostram os dados.

Lisboa mantém-se como a cidade onde é mais caro comprar casa, com um preço mediano de 6.260 euros/m2. Seguem-se Porto (4.276 euros/m2), Funchal (4.036 euros/m2) e Faro (3.885 euros/m2). No quinto lugar surge Setúbal, com 3.188 euros/m2. Logo depois posicionam-se Aveiro (2.823 euros/m2), Évora (2.684 euros/m2), Ponta Delgada (2.529 euros/m2), Coimbra (2.442 euros/m2), Braga (2.382 euros/m2) e Viana do Castelo (2.318 euros/m2).

Com custos da habitação inferiores a 2.000 euros/m2 surgem Leiria (1.927 euros/m2), Viseu (1.819 euros/m2), Santarém (1.805 euros/m2), Beja (1.536 euros/m2), Vila Real (1.432 euros/m2), Portalegre (1.227 euros/m2), Bragança (1.125 euros/m2), Guarda (1.092 euros/m2) e Castelo Branco (1.041 euros/m2). A cidade mais barata para comprar casa continua a ser Castelo Branco, com um preço mediano de 1.041 euros/m2.

Maioria dos distritos e ilhas com subida dos preços das casas de dois dígitos

No último ano terminado em julho, os preços das casas à venda subiram em todos os 21 distritos e ilhas analisadas (e com amostras representativas), com a maioria a apresentar crescimentos de dois dígitos.

As maiores subidas anuais do custo de comprar casa foram registadas em Santarém (23,2%), seguindo-se Viseu (22,7%), Coimbra (18,3%), Évora (17,4%) e Beja (15,9%), mostram os dados do idealista.

Com valorizações da habitação igualmente expressivas surgem ainda Guarda (15,4%), Portalegre (15,1%), Leiria (14,8%), Braga (14,3%), Aveiro (14,1%), Viana do Castelo (13%) e Setúbal (11,1%). Também a ilha de Porto Santo (10,8%), Castelo Branco (10,5%) e ilha da Madeira (10,1%) apresentam subidas anuais dos preços de dois dígitos.

Com crescimentos mais moderados dos preços das casas para comprar neste período encontram-se Vila Real (9%), Bragança (8,3%), Faro (8,3%), Porto (7,5%), ilha de São Miguel (6,7%) e Lisboa (4,8%).

No ranking dos preços por metro quadrado, Lisboa mantém-se como o distrito mais caro para comprar casa, com um preço mediano de 4.781 euros/m2, seguido de Faro (4.165 euros/m2), ilha de Porto Santo (3.802 euros/m2), ilha da Madeira (3.788 euros/m2) e Setúbal (3.446 euros/m2). Logo a seguir surgem o Porto (3.153 euros/m2) e a ilha de São Miguel (2.365 euros/m2).

Com valores da habitação intermédios posicionam-se Aveiro (2.111 euros/m2), Leiria (2.036 euros/m2), Braga (2.010 euros/m2), Évora (1.760 euros/m2), Viana do Castelo (1.738 euros/m2), Coimbra (1.702 euros/m2) e Santarém (1.674 euros/m2).

Na parte inferior da tabela estão os territórios com as casas à venda por preços mais acessíveis. São: Beja (1.522 euros/m2), Viseu (1.231 euros/m2), Vila Real (1.054 euros/m2), Portalegre (992 euros/m2), Castelo Branco (972 euros/m2), Bragança (860 euros/m2) e, por fim, Guarda (721 euros/m2). 

Região Centro tem maior subida dos preços das casas

Nos últimos 12 meses, os preços das casas à venda subiram em todas as regiões do país. A maior subida anual foi registada no Centro (15,1%), seguido do Alentejo (14,7%), da Região Autónoma dos Açores (11%), da Região Autónoma da Madeira (10,3%), do Algarve (8,3%) e do Norte (7,6%). A Área Metropolitana de Lisboa (AML) registou a subida mais moderada (5,6%).

A AML, com um preço mediano de 4.463 euros/m2, continua a ser a região mais cara para comprar casa. Seguem-se o Algarve (4.165 euros/m2) e a Região Autónoma da Madeira (3.788 euros/m2).

Logo depois surgem o Norte (2.622 euros/m2), o Alentejo (2.152 euros/m2) e a Região Autónoma dos Açores (2.053 euros/m2). O Centro, com um preço mediano de 1.764 euros/m2, mantém-se como a região mais barata para adquirir habitação.

Comprar casa em Portugal
Leiria, Portugal CC_by-sa_2.0_by_jocelyn_erskine-kellie

Índice de preços imobiliários do idealista

O idealista atualizou a metodologia do seu índice de preços da habitação para se adaptar às mudanças do mercado. Os novos filtros da plataforma permitem identificar e excluir do cálculo produtos como o arrendamento sazonal ou de férias, que não refletem o mercado residencial convencional. Além disso, foi reforçado o processo de deteção de valores anómalos com técnicas estatísticas mais robustas. A nova metodologia foi aplicada retroativamente a toda a série histórica, a fim de garantir a comparabilidade dos dados.

Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados ​​os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado. Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado. 

O relatório completo encontra-se em: https://www.idealista.pt/media/relatorios-preco-habitacao/venda/

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