A falta de habitação é uma questão bem presente na Grande Lisboa. Com a subida dos preços das casas, cerca de 62% das famílias que vivem na Área Metropolitana de Lisboa (AML) têm de despender mais de 40% do seu rendimento para conseguir arrendar ou comprar casa. Mas, apesar da elevada procura e de haver vários incentivos à reabilitação de imóveis, há ainda cerca de 160.000 casas vazias na Grande Lisboa. “Não há, de facto, razão nem desculpa para estes imóveis estarem vazios”, sublinha Ana Pinho, ex-secretária de Estado da Habitação, em entrevista ao idealista/news.
Comprar uma segunda casa é a opção de muitos estrangeiros, seja para viver ou passar férias. E a qualidade de vida e a segurança são fatores que pesam na hora de escolher um país, além dos preços das casas. É por isso que Portugal é considerado o melhor país para comprar a segunda habitação entre 34 países da OCDE. Estão a chegar cada vez mais estrangeiros a Portugal para comprar uma segunda casa, que vêm, sobretudo, de territórios onde a instabilidade política está instalada, como é o caso dos EUA, Brasil, Reino Unido, Rússia ou da Ucrânia, explicam players do imobiliário ao idealista/news.
Viver num ambiente de paz tornou-se essencial num momento em que a guerra está instalada no espaço europeu. O conflito armado na Ucrânia já leva 7 meses e, mesmo assim, a Europa continua a ser considerada a região mais pacífica do mundo em 2022, de acordo com o Instituto de Economia e Paz (IEP). É aqui que se localizam 7 dos 10 países mais seguros do planeta. E Portugal é um deles. A segurança sentida em território nacional tem atraído várias famílias para viver, sejam investidoras ou não. Mas comprar ou arrendar casa em Portugal está mais caro e o poder de compra a diminuir devido à inflação.
Foi em 2012, em plena crise financeira, que se começou a escrever a história dos vistos gold em Portugal. Durante 10 anos, este programa ajudou a alavancar a economia e a dinamizar o imobiliário, atraindo investimento estrangeiro. Mas, esta semana, o primeiro-ministro admitiu que o Governo está a avaliar o fim dos vistos gold. Surpreendido e preocupado com este anúncio, o setor imobiliário recusa-se a colocar um ponto final na história dos golden visa, acreditando que há antes um novo capítulo para se escrever sobre os vistos dourados, que passa por colocar em prática um conjunto de soluções.
A polémica volta a estar instalada em torno dos vistos gold, depois do primeiro-ministro ter admitido que o Governo está a avaliar o fim deste programa para obtenção de autorização de residência em Portugal. Este programa criado em 2012 captou investimento estrangeiro na ordem dos 6,56 mil milhões de euros até setembro, tendo sido a sua grande maioria alocado ao setor imobiliário. Em reação à avaliação do fim dos vistos gold pelo Governo, Hugo Santos Ferreira, presidente da APPII, afirma que o setor imobiliário viu "com grande surpresa, mas também preocupação e consternação este anúncio".
O Banco Central Europeu (BCE) continua empenhado em pôr um travão à inflação que se faz sentir na Zona Euro e que chegou aos 9,9% em setembro, mesmo depois das taxas de juro diretoras terem subido 125 pontos base entre julho e setembro. Esta quinta-feira, dia 27 de outubro, o Conselho do BCE reuniu-se e decidiu voltar a usar a sua principal arma contra a inflação: voltou a subir as taxas de juro diretoras em 75 pontos base. Uma vez mais, a decisão do regulador europeu vai continuar a ter impacto no custo dos créditos habitação, por via da subida das taxas Euribor.
São vários os países que estão a criar medidas para atenuar os efeitos da inflação. E uma medida colocada em cima da mesa em Espanha passa por criar um Imposto de Solidariedade sobre Grandes Fortunas. O anúncio da subida de carga fiscal na vizinha Espanha já está a criar alarido entre os espanhóis ricos, que começam a procurar países alternativos para transferirem os seus capitais, evitando, assim, pagar mais impostos. E muitos milionários já estão de olhos postos em Portugal. O idealista/news foi investigar porque é que Portugal se pode tornar no "el dorado fiscal" dos espanhóis ricos.
A fileira do imobiliário e da construção vive, hoje, vários desafios. E um deles passa por tornar a construção mais sustentável, contribuindo para a economia circular. Esta é uma questão que vai estar no centro de debate da Concreta - Feira de Arquitetura, Construção, Design e Engenharia, que arranca esta quinta-feira, dia 13 de outubro, no Porto. Até porque, hoje, “os arquitetos e engenheiros (…) têm cada vez mais atenção à origem e aos impactos, por exemplo, dos materiais utilizados na construção, contribuindo para uma menor pegada ecológica, maior durabilidade dos projetos”, explica Amélia Estêvão, diretora de marketing da Exponor, em entrevista ao idealista/news.
Inicia-se um novo ciclo na vida dos novos estudantes universitários com o arranque do ano letivo 2022/23. Só na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior foram colocados 49.806 novos alunos.
Comprar uma casa é, para muitos, o sonho de uma vida e implica um elevado esforço: anos a trabalhar e a poupar para ter o dinheiro para a entrada da casa, suportar outros encargos na aquisição e associados ao crédito habitação. E o pior cenário para uma família é perder a casa para o banco
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