Vanessa Sousa

Vanessa Sousa

Atenta e perspicaz, Vanessa desenvolveu interesse pelo jornalismo de dados, antes de integrar o idealista/news em 2021. Aqui dedica-se a compor artigos com palavras, números e gráficos sobre imobiliário e finanças, como se de música se tratasse — sem desafinar.

Comprar casas no campo

Viver no campo: a moda da pandemia virou tendência no pós-covid?

O modo de vida dos portugueses foi – e muito – moldado pela pandemia da Covid-19. Os confinamentos mostraram a importância de viver em casas com áreas maiores e com espaços ao ar livre. E o teletrabalho, que se massificou em 2020, criou a possibilidade de trabalhar à distância. Tudo isto acabou por criar uma tendência em Portugal: viver no campo, em contacto com a natureza e longe dos grandes centros urbanos. Até porque aqui as casas para comprar tendem a ser mais baratas. Mas será que esta tendência veio para ficar? Ao que tudo indica, sim (e até está reforçada): os dados do idealista/data revelam que a procura de casas à venda disparou em 81% dos concelhos com menos de 10 mil habitantes entre o início de 2020 e o arranque de 2024. E contam-se mesmo 48 municípios menos populosos do interior e ilhas onde o interesse em adquirir casa mais que duplicou neste período.
Thomas & Piron em Portugal

Casas para a classe média? “É o que faz falta em Portugal”

A promotora imobiliária belga Thomas & Piron aterrou em Portugal em 2018 e tem quatro projetos residenciais em carteira, dois deles em parceria com a também belga Promiris: o Conde de Lima, em Lisboa, já concluído, e o Gaia Hills, em Gaia, que deve começar a ser construído este ano. Em entrevista ao idealista/news, David Carreira, Country Manager da Thomas & Piron Portugal, alerta, entre outras coisas, para a necessidade de aumentar a oferta de habitação no país para a classe média nacional. Foi com esse objetivo, de resto, que anunciou recentemente o megaprojeto imobiliário Clarissas, que terá 760 apartamentos às portas de Lisboa e sairá do papel após um investimento de cerca de 300 milhões de euros. 
Casas em madeira em Portugal

“Casas em madeira são alternativa de habitação em todos os segmentos”

“A sustentabilidade é algo que hoje não é uma escolha, já não é uma opção, é uma obrigação. E, portanto, a construção em madeira, do ponto de vista da sustentabilidade, é claramente a melhor opção”. Quem o diz é José Cardoso Botelho, CEO da Vanguard Properties, que decidiu apostar na construção industrializada de casas em madeira em 2021, com a Kõzõwood. As casas em madeira revelam-se, assim, uma “alternativa de habitação em todos os segmentos”, desde o luxo à classe média. É por isso que o responsável não tem dúvidas que “vai-se ver cada vez mais a construção em madeira a espalhar-se pelo país”, até porque “a quantidade de promotores que já estão a querer fazer casas em madeira é brutal”, diz em entrevista ao idealista/news.
Casas construídas em fábrica

“Construção industrializada é solução para a falta de habitação”

A habitação em Portugal precisa de soluções. É preciso construir e reabilitar mais, de forma mais rápida, eficiente e sustentável. Mas para que isso seja possível é necessário que a construção se adapte às novas tecnologias e que haja uma mudança de paradigma sobre a forma de construir. Uma das soluções passa pela “construção industrializada que vai responder à problemática da falta da mão de obra, ao problema dos atrasos sucessivos das empreitadas, à questão da incerteza dos próprios preços e à falta de habitação em Portugal”, garante Daniel Granjo, diretor geral da recém-criada KREAR, em entrevista ao idealista/news.
Comprar casas baratas em Portugal

Viver em Lisboa, Porto ou Faro: em que municípios é mais barato?

A tendência de viver junto aos grandes centros urbanos de Lisboa, Porto e Faro continua. Até porque é aqui que se reúnem mais oportunidades de emprego, mais serviços de educação e de saúde, e até mais atividades de lazer. Mas as famílias que aqui querem comprar casa deparam-se com um mercado aquecido, com preços das casas elevados e muitas vezes incompatíveis com os salários. A situação agrava-se quando colocamos na equação os juros nos créditos habitação, que apesar dos ligeiros recuos, teimam em manter-se elevados. É neste contexto que o idealista/news passou a pente fino os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) para mostrar quais são os municípios da Grande Lisboa, da metrópole do Porto e do Algarve onde comprar casa é mais acessível aos bolsos dos portugueses. Desde logo, salta à vista que nestas regiões do país é possível comprar uma casa por 150 mil euros (ou até menos).
Habitação no 25 de abril

25 de Abril: o que mudou na habitação em 50 anos de democracia?

Há 50 anos, Portugal estava em alvoroço. O dia 25 de abril de 1974 foi marcado pela Revolução dos Cravos, pela democracia e liberdade de expressão. E também abriu caminho para a reivindicação do direito à habitação, numa altura em que a falta de casas era ainda mais expressiva do que hoje, levando muitas famílias a viver em casas clandestinas, em bairros de lata improvisados. De lá para cá, muito mudou na habitação em Portugal: a construção floresceu, tendo duplicado o número de casas existentes em 50 anos e quase triplicado as casas disponíveis para venda ou arrendamento. Mas as habitações de residência principal passaram a ter menor expressão do que na década de 70 e também há mais casas vazias, sem rumo. Estas são algumas mudanças na habitação em Portugal em 50 anos de democracia que são espelhadas nos dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), que o idealista/news passou a pente fino na véspera dos 50 anos do 25 de Abril.
Crédito habitação em Portugal

Queda de juros à vista em 2024 mexe com crédito habitação em Portugal

A procura de crédito habitação em Portugal tem sido moldada pelo contexto de elevadas taxas de juro e baixo poder de compra sentido no último ano. As famílias têm vindo a comprar casas a preços mais baixos e a pedir menores montantes nos empréstimos. Mas no arranque de 2024 esta tendência foi interrompida: os dados do relatório trimestral do idealista/crédito habitação revelam que a compra da primeira habitação avançou por um preço 11,3% mais elevado face ao início de 2023. E o montante de crédito habitação contratado subiu 12,7%. Esta recuperação do mercado hipotecário português surge numa altura em que a descida das taxas Euribor está à vista e houve um alívio no cálculo das taxas de esforço.
Venda de casas em Portugal

Venda de casas começa a dar a volta na Europa - e em Portugal?

A habitação na Europa deu uma volta de 360 graus durante 2023. Os efeitos da alta inflação e dos elevados juros no crédito habitação fizeram-se sentir – e muito – no mercado, provocando um tombo na venda de casas em vários países europeus, Portugal incluído. Mas será que o negócio das casas vai continuar a arrefecer? Os dados mais recentes do Eurostat mostram que o mercado residencial já dá sinais positivos: a queda na venda de casas foi sentida em menos países na reta final de 2023 e foram também menos intensas. Portugal é um exemplo disso mesmo, já que registou o menor recuo na venda de casas (-11,4%) num ano.