Portugal despertou em alerta na madrugada de hoje (26 de agosto de 2024) com um sismo de magnitude 5,3 na escala de Richter, sentido às 5h11 em várias regiões do território continental, Espanha, Gibraltar e Marrocos. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o epicentro do sismo foi localizado a 60 km a oeste de Sines.
Até o momento, não há registo de vítimas ou danos estruturais do sismo em Lisboa, mas fenómenos desta natureza reforçam a necessidade de redobrarmos a nossa atenção, porque os especialistas prevêem que mais sismos possam ocorrer com frequência em Portugal.
O que fazer em caso de sismo?
Embora não haja motivos para alarme, é prudente estar sempre atento e preparado para agir em caso de terramoto, que inevitavelmente apanha qualquer um de surpresa. Mas o que fazer em caso de sismo?
- Manter a calma: mesmo que seja complicado deverás manter a tranquilidade, sobretudo se tiveres de ajudar crianças e idosos a se protegerem. Deves sempre orientá-los durante a situação de emergência, por isso, caso vivam contigo, certifica-te de que as portas dos quartos estejam destrancadas para facilitar o acesso e a evacuação, se necessário;
- Encontrar abrigo: durante um terramoto, procura abrigo imediato numa porta inserida em paredes estruturais da tua casa (são as mais espessas) ou sob uma viga resistente, que te possa proteger contra desabamentos e destroços. Os três gestos “baixar, proteger e aguardar” podem fazer a diferença;
- Proteger-se: se não houver uma estrutura segura por perto, deverás proteger-te debaixo de uma mesa de madeira robusta. Evita ficar próximo a móveis pesados, candeeiros, espelhos, objetos soltos ou janelas, pois podem cair ou quebrar;
- Afastar-se: Se estiveres dentro do carro, deverás afastar-te o mais rapidamente possível de pontes, encostas instáveis ou praias, que podem colapsar ou ser atingidas por tsunamis. Pode ser mais seguro parar o carro por uns instantes até o tremor de terra passar. Também deverás afastar-te de varandas, muros e chaminés;
- Manter-se em segurança: Se estiveres ao ar livre, dirige-te para um local aberto, longe de prédios, postes de eletricidade e instalações industriais, que podem desabar ou causar acidentes graves.
Por perto deverás ter contigo uma caixa de primeiros socorros ou kit de emergência, uma lanterna, um rádio a pilhas e um extintor, e assegura-te que todos os membros da família saibam onde é que estes itens se encontram. Em casa, a primeira coisa a fazer será limpar os produtos inflamáveis que possam ter caído ao chão.
Estes são os comportamentos recomendados durante um sismo, mas há várias ações que devem ser evitadas. Comecemos pela aproximação a áreas perigosas (por exemplo, áreas onde tenham caído prédios), sendo fundamental resistir à curiosidade e manter distância dessas zonas. Em vez disso, deves dirigir-te para pontos de encontro designados no plano de emergência local, garantindo que as vias de comunicação e transporte permanecem livres para as ambulâncias, bombeiros e polícias.
O que não devemos fazer em caso de sismo?
A primeira coisa a fazer assim que terminar o terramoto é verificar o estado de saúde das pessoas e, se necessário, prestar os primeiros socorros. Nestas situações, não é recomendável:
- Utilizar o elevador: antes ou poucos minutos após o sismo, não convém utilizar o elevador, porque existe um sério risco de desabamento ou bloqueio. É preferível utilizar as escadas para evacuar os prédios;
- Manter a distância: das janelas, espelhos e portas de vidro ou móveis pesados, que podem cair e causar ferimentos graves;
- Fugir para o exterior: deves evitar sair de casa a correr enquanto o sismo não passar, pois existe um sério risco de seres atingido por destroços ou até o risco de tropeçares;
- Entrar em pânico: mantém a calma e não entres em pânico, pois o desespero pode levar a decisões perigosas e colocar a tua vida em perigo.
Muitas vezes, nestas situações alarmantes, deverás limitar o uso do telemóvel para deixar as linhas abertas para as emergências e serviços de socorro. Manda SMS ou usa as redes sociais (WhatsApp ou Instagram), caso a tua conexão à rede WiFi ou móvel esteja estável.
Além disso, deves limitar o uso do carro para evitar obstruir a passagem dos veículos de socorro e dirige-te às áreas designadas no Plano de Proteção Civil. Se os danos provocados pelo sismo tiverem sido significativos deves evitar voltar a edifícios danificados ou às áreas onde há risco de desabamento até que sejam consideradas seguras.
Como estar preparado para os sismos em Portugal Continental, Madeira ou Açores?
Este é o maior sismo em Portugal Continental desde 1969, mas outras regiões de Portugal também têm sentido tremores de terra que deixaram todos em alerta. Na Madeira, por exemplo, há uma atenção especial desde o sismo registado no dia 16 de fevereiro de 2022 com magnitude de 5.2 na escala de Richter ou mesmo desde o sismo de 7 de Março de 2020, de 5,3 na escala de Richter.
Tendo consciência que os sismos são situações cada vez mais comuns, é fundamental estar informado sobre a classificação sísmica do município em que resides. Deves contactar o 112, a Proteção Civil ou entidades locais para compreender as normas a serem adotadas. Também é importante saber onde estão localizados e como fechar os contadores de gás, água e de eletricidade, pois esses sistemas podem ser danificados durante um terramoto. Diariamente, sempre que saíres de casa é recomendável fechar os contadores de energia.
Ao seguir estas instruções, estarás a colaborar de maneira eficaz na gestão de uma eventual situação de emergência como um sismo. Fica atento.
Terramoto de 1755: quando Lisboa veio abaixo
Não há uma memória física para além do que contam os livros de história sobre o dia 1 de novembro de 1755 que marcou a história de Portugal de forma trágica. Um violento terremoto sacudiu Lisboa, provocando uma devastação sem precedentes.
A cidade, então um dos centros mais importantes da Europa, foi reduzida a ruínas. O tremor de terra foi seguido por um tsunami que inundou a baixa e por grandes incêndios. Para além da morte de milhares de pessoas, esta catástrofe desencadeou uma profunda crise social e económica.
Mas depois da tempestade vem a bonança, a cidade de Lisboa sofreu uma reestruturação profunda, com plano urbanístico totalmente novo. Ruas estreitas e labirínticas foram substituídas por artérias largas e perpendiculares, facilitando a circulação e a fuga em caso de novos desastres. A Baixa Pombalina, como ficou conhecida, tornou-se um modelo de urbanismo para a época, com edifícios mais altos e resistentes, construídos de acordo com novas normas de segurança.
Fonte de inspiração um pouco para todo o mundo a cidade reergueu-se das ruínas com uma visão futurista deixando um legado duradouro que ainda é possível apreciar com uma visita à capital.
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