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Remax antecipa uma rápida recuperação do mercado – realizou 14.420 transações até março

Foram os portugueses quem mais adquiriu ou arrendou casa (81,1%) no primeiro trimestre.

Beatriz Rubio, CEO da Remax
Beatriz Rubio, CEO da Remax
Autor: Redação

A Remax fechou o primeiro trimestre do ano – já abrange, portanto, o mês de março, marcado pelo início da pandemia do novo coronavírus em Portugal – com um volume de preços de cerca de 1,2 mil milhões de euros, relativos a 14.420 transações. Trata-se, em termos homólogos, de “uma leve descida no volume total de transações, mas de crescimento em volume de preços (5,1%)”, revela a mediadora imobiliária.

“Num mercado que dá sinais de abrandamento devido ao contexto pandémico, a Remax não tem dúvidas e antecipa uma rápida recuperação do mercado. Tal como em ciclos anteriores, foram os portugueses quem mais adquiriu ou arrendou casa: 81,1%. Entre os investidores estrangeiros, são os brasileiros quem mais negoceiam em imobiliário – nos primeiros três meses deste ano, as transações com cidadãos do país-irmão representaram 5,9%, a que se seguiram franceses e angolanos, com 1,5% cada”, lê-se no comunicado da Remax.

Segundo Beatriz Rubio, CEO da mediadora, “o ano de 2020 arrancou com muita vitalidade, contudo devido à pandemia, março foi um mês que oscilou entre crescimento dos indicadores económicos, na primeira metade, com quebra na segunda metade”. “Não obstante, o desempenho do trimestre foi claramente positivo, o que nos permite antever uma retoma pós-Covid-19, que poderá perspetivar-se a partir do terceiro ou quarto trimestre”, antecipa.

"O desempenho do trimestre foi claramente positivo, o que nos permite antever uma retoma pós-Covid-19, que poderá perspetivar-se a partir do terceiro ou quarto trimestre"
Beatriz Rubio, CEO da Remax

Para a responsável, “é fulcral que o setor imobiliário encare os novos desafios e também se adapte rapidamente à nova realidade do mercado”. “Aposta em tecnologia, um maior uso de canais digitais nas vendas de imóveis e formação contínua são elementos chave para um setor que se quer cada vez mais profissional e capaz de fazer face às contingências atuais”, alerta Beatriz Rubio.

De referir que a maioria das transações feitas nos primeiros três meses do ano acontecerem em Lisboa (2.027/14,1%). Seguem-se, por esta ordem, Sintra (954/6,6%), Cascais (571/4%), Oeiras (526/3,7%) e Almada (492/3,4%). De referir que os 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa representam 42,1% dos imóveis transacionados pela rede durante este período.

“Tal como anos anteriores, são os portugueses que lideram o volume de transações negociadas pela Remax no primeiro trimestre do ano”, com 81,1%, revela a mediadora, sublinhando, no entanto, que o investimento dos cidadãos brasileiros representou entre janeiro e março 5,9% das transações, ligeiramente menos (0,4%) que no período homólogo. “Ainda assim são, pelo quarto ano consecutivo os cidadãos de nacionalidade estrangeira que mais imóveis negociaram com a Remax”, lê-se no comunicado.

À semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, os apartamentos e as moradias são os dois tipos de propriedade que a Remax mais comercializa, representando 64,3% e 19,8% do total, respetivamente. “As tipologias mais procuradas nos apartamentos vendidos são os T2 (46,2%), seguindo-se os T3 (33,4%), os T1 (13,4%) e, finalmente, os T4 (4,8%)”, conclui a empresa.