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Lay-off simplificado em vigor por mais tempo: Marcelo sugere e Costa deixa a porta aberta

Regime de lay-off simplificado está em vigor desde março e termina em junho, tendo sido criado para fazer face à Covid-19.

Gtres
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Autor: Redação

Poucas horas depois do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter sugerido ao Governo ponderar o prolongamento do regime do lay-off simplificado para lá de 30 de junho para evitar maiores aumentos do desemprego, o primeiro ministro, António Costa, admitiu, no Parlamento, prolongar o regime, criado pelo Executivo para combater a crise económica causada pela pandemia do novo coronavírus.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, que falava esta quarta-feira (20 de maio de 2020) antes de um almoço num restaurante em Lisboa, é preciso ponderar “até que ponto é possível ou não – o Governo saberá – prolongar o lay-off um pouco mais se houver disponibilidade financeira, nomeadamente europeia, porque o lay-off tem sido uma almofada amortecedora”.

“São centenas de milhares de trabalhadores que não passaram ao desemprego e estão num compasso de espera a acompanhar a retoma da atividade económica”, sublinhou o chefe de Estado, citado pelo Dinheiro Vivo.

A resposta de António Costa não tardou. No Parlamento, após uma intervenção do deputado do CDS-PP, João Almeida, o chefe de Governo deixou a porta aberta ao prolongamento do regime, que está em vigor desde março.

“Quando segunda ou terça-feira tivermos oportunidade para discutir o programa de emergência económica e social, uma das medidas que tem de ser devidamente ponderada é se devemos regressar simplesmente ao regime normal, que vigora desde os anos 80, ou se deve haver outra medida alternativa”, afirmou o chefe de Governo.

“É absolutamente essencial manter medidas de proteção dos postos de trabalho, visto que todos temos consciência que, fruto da crise sanitária, fruto do legítimo receio das pessoas, fruto das dificuldades da crise e da perda de poder de compra, há vários setores económicos que estão expostos à crise e com uma ameaça séria dos seus postos de trabalho e temos de ter medidas que respondam a essa necessidade: proteger as empresas, os empregos e o rendimento dos portugueses”, referiu António Costa, citado pela publicação.