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OE2019 não responde às necessidades das empresas, dos investidores e do país, diz CPCI

Josue Isai Ramos Figueroa/Unsplash
Josue Isai Ramos Figueroa/Unsplash
Autor: Redação

Para a Confederação Portuguesa de Construção e do Imobiliário (CPCI), a proposta de Orçamento do Estado para 2019 (OE2019) “peca pela omissão e pela ausência de medidas que permitam corresponder aos desafios estratégicos do país e do setor da construção e do imobiliário”. 

Num documento enviado aos grupos Parlamentares, e divulgado esta quinta-feira (25 de outubro de 2018) a CPCI destaca a necessidade de dar resposta a quatro pontos: investimento público, investimento privado, competitividade do tecido empresarial e internacionalização. 

No que diz respeito ao investimento público, a entidade considera que a proposta de OE2019 não permitirá que o país se aproxime das metas europeias. “Se forem cumpridos os objetivos anunciados, o investimento público ficará a níveis de 1975”, avisa e entidade liderada por Reis Campos. 

Relativamente ao investimento privado, a CPCI diz que a proposta é “incapaz de recuperar e manter um quadro de competitividade e de segurança para os investidores, ao não apresentar soluções para resolver as questões que mais têm contribuído para o desequilíbrio do mercado e ao não evidenciar medidas concretas que permitam dinamizar o arrendamento e a reabilitação urbana”.

Sobre o tema competitividade do tecido empresarial, a confederação avisa que “à exceção da eliminação do PEC, que vai ser paga pelas próprias empresas (...), não há medidas direcionadas para a melhoria da competitividade das empresas”.

Por fim, e no que concerne ao tema internacionalização, a CPCI considera que ficam por tratar, sobretudo ao nível da fiscalidade, “alguns aspetos essenciais para apoiar a expansão externa” das empresas nacionais. 

A CPCI disse estar na expectativa quanto à alteração e inclusão destas matérias em sede de discussão da proposta do OE2019 na especialidade, de forma a recuperar e manter um quadro de competitividade, estabilidade e confiança para os investidores, que é absolutamente essencial para que, em 2019, as metas de crescimento possam ser atingidas”.