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Bolha imobiliária? "O que houve foi uma venda elevada do património”, diz CPCI

Autor: Redação

O presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), Manuel Reis Campos, rejeita o cenário de bolha imobiliária. O responsável defende que os preços nos centros das cidades foram inflacionados, mas que “não são o espelho do país”. "Esse mercado terminou", diz.

Há ou não uma bolha nos centros históricos de cidades como Lisboa e Porto? Reis Campos, em entrevista ao Jornal de Negócios, não tem dúvidas: “Com esta atração do imobiliário, o que se passa é um regresso aos centros das cidades, que voltaram a ser centros ativos, e também à venda de grandes imóveis”.

“Os centros das cidades estavam meio abandonados, não tinham vida, e hoje têm, são muito mais atrativos. No Porto, Lisboa ou Algarve, há certos lugares onde os centros históricos tiveram um crescimento abrupto”, conta Reis Campos, referindo que não há bolha, mas que houve uma “venda elevada do património que existia, que ninguém queria, que estava abandonado e degradado”.

O responsável não está preocupado com os preços elevados nos centros históricos das cidades, já que este cenário não reflete aquilo que se passa no resto do país: “Na província pouca diferença se nota, os valores da construção pouco aumentaram”.

Para Reis Campos, "os centros das cidades foram inflacionados, mas ficam por aqui". "Quem comprou, comprou. É um mercado que tem uma dimensão e esgotou-se. Os centros das cidades foram infecionados, mas esse mercado terminou”, conta.