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Investidores estrangeiros atentos ao mercado hoteleiro português

Autor: Redação

Portugal é um dos mercados europeus que receberá em 2016 maior atenção por parte dos investidores em imobiliário hoteleiro. Esta é uma das conclusões que consta no relatório internacional da consultora JLL “Hotel Investment Outlook”. Segundo o mesmo, os mercados secundários na região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) vão aumentar o seu peso na atividade de investimento em imobiliário hoteleiro em 2016.

Portugal assume uma importância crescente na estratégia de desenvolvimento dos investidores institucionais, com a procura especialmente centrada em Lisboa, Porto e Algarve. Temos registado amplo interesse principalmente por parte de private equity funds, cadeias hoteleiras e family offices, provenientes da Europa, EUA e Médio Oriente, interessados em intervir em diferentes fases do ciclo económico do negócio”, disse Karina Simões, Vice President de Hotels & Hospitality Group Portugal, em comunicado.

Segundo a responsável, para “potenciar esta oportunidade” é importante apostar “em aspetos colaterais”, como a facilitação de processos de licenciamento, o alargamento das linhas de financiamento e a profissionalização dos players do setor”.

O relatório da JLL concluiu que 2015 foi o segundo melhor ano de que há registo em termos de volume e de valor na transação de imóveis hoteleiros, com um crescimento de 50% face a 2014. Continua a haver, no entanto, “um enorme potencial para uma maior consolidação do setor, especialmente no segmento de dimensão média”, ou seja, no caso das empresas operadoras de hotéis que têm entre 5.000 a 15.000 quartos globalmente.

A consultora considera que região EMEA as transações de ativos únicos devem crescer 35% em termos anuais e que os mercados secundários aumentarão o seu peso na atividade. “A zona provincial do Reino Unido e algumas cidades da Europa Ocidental, como as cidades alemãs secundárias, Espanha (mercados urbanos e turísticos), Itália e Portugal serão alvo de maior atenção em 2016. E isso deve-se ao facto dos financiadores estarem cada vez mais ativos fora das principais cidades europeias”, lê-se no relatório.