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Portugueses gastam 772 euros em férias “cá dentro” e 1.496 euros fora do país

Gtres
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Autor: Redação

Este ano, os portugueses que vão passar férias no país tencionam gastar 772 euros. Já os que decidem ir para o estrangeiro devem gastar bem mais, quase o dobro: 1.500 euros. De referir, no entanto, que um quarto das famílias não planeia sequer ir de férias, por motivos financeiros.

Em causa está um estudo realizado pelo Observador Cetelem, que analisou as intenções de compra e de consumo nas férias dos portugueses.

Segundo o Dinheiro Vivo, que cita o relatório, os dados apontam para uma melhoria clara em relação aos números do ano passado. Os 772 euros que os portugueses planeiam gastar sem sair do país representam um aumento de 22% em relação aos 631 euros registados em 2015. No caso das férias no estrangeiro, a média das intenções de gastos passa para 1.496 euros, mais 33% que os 1.124 euros verificados no ano passado.

“Começam a sentir-se sinais de uma maior confiança dos portugueses em relação à sua situação económica e também ao nível da situação profissional, que podem contribuir para o aumento das intenções de gasto nas férias de 2016”, disse Diogo Lopes Pereira, diretor de marketing do Cetelem.

Ainda assim, e apesar das melhorias, estas intenções de gastos abrangem pouco mais de metade da população portuguesa. Sim, porque “apenas” 56% das pessoas planeia passar férias fora do local de residência, mais 6% que em 2015. A percentagem da população que vai passar férias em casa por “falta de disponibilidade financeira” diminuiu, mas ainda está nos 25%, fora os 15% que vão ficar em casa por outras razões.

Há outros dados interessantes a retirar do estudo: a maioria dos portugueses (57%) gasta parte ou a totalidade do subsídio de férias para pagar as viagens. Destes, 15% refere que o subsídio não é suficiente.

Entre os que pedem dinheiro emprestado, a maioria (35%) recorre à banca tradicional ou a família e amigos (30%), mas há um aumento “considerável” de pessoas a recorrer a sociedades financeiras (14%, quando em 2015 eram 4%).