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Irlandeses investem 25 milhões na reconversão do antigo edifício dos CTT em Lisboa num hostel

O projeto está em licenciamento para habitação, sendo posteriormente alterado para Alojamento Local (AL), mas está a aguardar há cerca de um ano a sua aprovação na CML.

Clink Hostel Group
Clink Hostel Group
Autor: Redação

O grupo irlandês Clink Hostel, com uma rede de hostels em várias cidades europeias, quer reconverter o antigo edifício dos CTT, situado na Rua da Palma, junto ao Martim Moniz, em Lisboa, num hostel. O investimento deverá rondar os 25 milhões de euros. O projeto de arquitetura é da autoria do gabinete de Frederico Valssasina Arquitectos e tem a Patria como Project Manager.

“O investimento realizado pela família Dolan, proprietária dos Clinks Hostels, em Lisboa, é feito exclusivamente com recurso a capitais próprios”, lê-se no comunicado enviado às redações. O hostel a ser construído no centro da capital portuguesa deverá ter cerca de 750 camas. O imóvel tem uma área bruta de 4.401 metros quadrados (m2), com capacidade de se tornar “num polo de desenvolvimento junto das comunidades”.

O Clink Group prevê criar cerca de 90 postos de trabalho e que as receitas para a cidade sejam na ordem dos 7 milhões de euros, por ano. O projeto está em licenciamento para habitação, sendo posteriormente alterado para Alojamento Local (AL), estando, no entanto, a aguardar há cerca de um ano a sua aprovação na Câmara Municipal de Lisboa (CML).

Clink Group também quer investir no Porto

“Temos um conceito diferente de hostel. A nossa intenção é sempre procurar um edifício mais antigo, para reabilitar, dando-lhe uma nova vida e ajudando a mudar a condição do espaço envolvente na cidade. Por outro lado, temos sempre como intenção estar próximos da comunidade onde nos inserimos, apoiando e ajudando que precisa, sempre em parceria com o poder local, neste caso com a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior”, comenta Terry Devey, representante da família Dolan.

Pretendem, refere, “ter projetos integrativos nas comunidades locais, oferecendo por exemplo, aulas de português a estrangeiros e de inglês aos portugueses residentes nas zonas envolventes. Ou fazer parcerias com restaurantes ou outros espaços comerciais, de forma a ajudar os mais necessitados”.

"Os nossos hostels não são um alojamento local comum, as nossas unidades são equivalentes a um hotel de três estrelas e trabalhamos sempre de forma integrativa com a comunidade que nos recebe. Esta é sempre uma grande mais valia para as cidades onde nos encontramos, pois estamos em permanente colaboração com o poder local. Gostaríamos que Lisboa nos recebesse e aceitasse o nosso apoio na reabilitação deste espaço, esperando num período curto estender a nossa oferta à cidade do Porto”, frisa ainda Terry Devey.