Millennium Festival ao Largo leva ópera e bailado às noites de Lisboa

De 3 a 25 de julho, espetáculos grátis ao ar livre enchem a praça do CCB, com o apoio do idealista.
Millennium Festival ao Largo
Créditos: imagem retirada do site oficial do Millennium Festival ao Largo

O Millennium Festival ao Largo regressa em 2026 para, uma vez mais, transformar as noites de Lisboa numa verdadeira celebração ao ar livre da música clássica, da ópera e da dança. De 3 a 25 de julho, a capital portuguesa volta a ganhar um palco a céu aberto, desta feita na praça do Centro Cultural de Belém (CCB), que acolhe a 18.ª edição deste festival gratuito, idealizado para aproximar o grande público das artes performativas de excelência. O idealista é parceiro oficial.

Embora a morada mude – devido às obras de reabilitação do edifício histórico do Teatro Nacional de São Carlos, no Chiado – a essência mantém‑se: um festival popular no melhor sentido da palavra, em que a ópera, o bailado e a música sinfónica saem das salas tradicionais e se encontram com o público num ambiente informal, descontraído e inclusivo. Assim, a praça do CCB converte‑se num grande anfiteatro urbano, onde famílias, melómanos, curiosos e turistas podem partilhar a mesma experiência estética, sem barreiras económicas nem formais.

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Estrutura artística do festival

Millennium Festival ao Largo
Créditos: imagem retirada do site oficial do Millennium Festival ao Largo

Produzido pelo OPART, o Millennium Festival ao Largo nasce da colaboração das três estruturas artísticas que o organismo tutela: 

  • O Teatro Nacional de São Carlos; 
  • A Companhia Nacional de Bailado;
  • Os Estúdios Victor Córdon. 

Em conjunto, estas instituições fazem do festival ao ar livre um momento de convergência, funcionando como grande epílogo das respetivas temporadas artísticas, celebradas agora ao ar livre e em modo festivo. O patrocínio principal do Millennium bcp e a parceria com a Fundação Centro Cultural de Belém reforçam a vocação pública do evento, garantindo condições técnicas e de conforto à altura dos artistas e do público. 

Nesta edição, o mote “Mozart e os seus herdeiros ganham vida na Praça do CCB” anuncia um percurso que parte de Wolfgang Amadeus Mozart e se prolonga pelos seus continuadores, influências e contrapontos, tanto na ópera como na música sinfónica e na dança contemporânea. Esse fio condutor torna‑se evidente logo nos primeiros dias de programação.

Programação principal do Millennium Festival ao Largo

Millennium Festival ao Largo
Créditos: imagem retirada do site oficial do Millennium Festival ao Largo

3 de julho: Concerto de Abertura (Teatro Nacional de São Carlos)

Obras:

  • Ludwig van Beethoven – Sinfonia n.º 2 em Ré Maior, Op. 36
  • Wolfgang Amadeus Mozart – Missa de Coroação em Dó Maior, K. 317

Interpretação:

  • Orquestra Sinfónica Portuguesa
  • Coro do Teatro Nacional de São Carlos
  • Direção musical: Renato Balsadonna
  • Preparação do coro: Giampaolo Vessella
  • Solistas: elenco de cantores portugueses e internacionais

Ambiente:

  • Concerto de grande solenidade, ao ar livre, na praça do CCB

4 e 5 de julho: Ópera em versão de concerto: Così fan tutte (TNSC)

Obra:

  • W. A. Mozart – Così fan tutte (La scuola degli amanti), K. 588

Interpretação:

  • Direção musical: Miguel Sepúlveda
  • Movimentos cénicos: Jorge Vaz de Carvalho
  • Orquestra Sinfónica Portuguesa
  • Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Enquadramento:

  • Versão de concerto ao ar livre
  • Mantém a delicadeza vocal e a ironia dramática, aproximando a ópera fisicamente do público

8 de julho: Ópera em versão de concerto: Gianni Schicchi (TNSC)

Obra:

  • Giacomo Puccini – Gianni Schicchi

Interpretação:

  • Direção musical: Renato Balsadonna
  • Orquestra Sinfónica Portuguesa
  • Coro do Teatro Nacional de São Carlos
  • Elenco alargado de solistas

Características:

  • Um dos títulos mais vivos e teatrais de Puccini
  • Comicidade e sátira social potenciadas pelo contexto de festival ao ar livre

12 de julho: Concerto Sinfónico: Schubert & Mendelssohn (TNSC)

Obras:

  • Franz Schubert – Sinfonia n.º 5 em Si Bemol Maior, D. 485
  • Felix Mendelssohn – Concerto para violino em Mi menor, Op. 64

Interpretação:

  • Orquestra Sinfónica Portuguesa
  • Direção musical: Jan Wierzba
  • Solista: André Gaio Pereira (violino)

Significado:

  • Reforça o festival como vitrina de intérpretes portugueses de excelência
  • Coloca-os lado a lado com o grande repertório europeu

17 e 19 de julho: Noites de Dança com a Companhia Nacional de Bailado

Programa:

  • Entanglement – Coreografia e figurinos de Wubkje Kuindersma; música de François Couturier
  • The Unpartnered – Coreografia de Joseph Toonga; música de Michael “Mikey J” Asante
  • Chapter II – Coreografia e figurinos de Miguel Ramalho; música de Henryk Górecki

Contexto:

  • Criações recentes, com estreia absoluta em 2026 em Vila Nova de Famalicão antes de Lisboa
  • Exploram novas relações entre corpo, espaço e som
  • Mantêm a exigência técnica e expressiva da CNB

17 e 19 de julho: Clássicos do Ballet no mesmo programa

Peças incluídas:

  • Le Parc (excerto) – Coreografia de Angelin Preljocaj, música de Mozart
  • O Lago dos Cisnes (II ato) – Versão coreográfica de Fernando Duarte, a partir de Marius Petipa e Lev Ivanov; música de Piotr Ilitch Tchaikovski

Enquadramento artístico:

  • Permitem atravessar, numa só noite, diferentes eras e estéticas do bailado
  • Do romantismo e tradição clássica ao desenho coreográfico contemporâneo influenciado por Mozart

22 e 23 de julho: Território IX com os Estúdios Victor Córdon

Programa:

  • FAR (excerto) – Coreografia de Wayne McGregor; música de Ben Frost
  • Nova criação de Liliana Barros (título a anunciar)
  • Filme-dança Respirar (título provisório), de Filipe Faria

Dimensão pedagógica:

  • Projeto Território IX aproxima jovens bailarinos e escolas de dança de criadores de referência internacional
  • Participação de alunos de várias escolas do país
  • Funciona como laboratório em palco, unindo formação, experimentação e apresentação pública

24 e 25 de julho: Encerramento com O Barbeiro de Sevilha (TNSC)

Obra:

  • Gioachino Rossini – O Barbeiro de Sevilha

Interpretação:

  • Direção musical: Antonio Pirolli
  • Criação de texto e narração: Mário João Alves
  • Orquestra Sinfónica Portuguesa
  • Coro do Teatro Nacional de São Carlos
  • Elenco de solistas

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