Portugal surge na lista dos 52 destinos a visitar em 2022 divulgada anualmente pelo The New York Times.
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Quem não tem saudades de viajar livremente, conhecer novos países e culturas e adicionar novas experiências à bagagem da vida? Quando falamos em viajar, vem-nos de imediato à memória os destinos de sonho que gostávamos de visitar. No entanto, existem inúmeros lugares pelo mundo fora, uns menos conhecidos que outros. 

As redes sociais fazem parte do quotidiano de muitas pessoas e com elas vem também o acesso a muitos registos fotográficos dos mais variados lugares do globo que alimentam a sede de viajar. Mas, será que já pensámos no impacto do turismo? Há muitos destinos de férias que pela sua fama ficam sobrelotados, e outros tantos, menos conhecidos que têm de sobreviver com um comércio sazonal

fotografar férias
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A pandemia ajudou a controlar o turismo excessivo, mas num momento em que a normalidade está a regressar, a tendência é que o mundo comece a girar novamente. Para evitar estas situações é importante decidir qual a melhor época do ano para viajar e se possível, optar pela altura do ano que tem menos turistas. A verdade é que longe da confusão da chamada época alta, poderás desfrutar da cidade mais tranquilamente e com preços mais em conta. 

A juntar a esta problemática,  há outro tema de destaque: as alterações climáticas que estão a provocar alterações no globo como vagas de calor extremas ou inundações fora de tempo. Para tentar remediar estes impactos, há vários países que estão a implementar práticas para a conservação do ambiente, procurando preservar a natureza e o planeta.

Partindo deste mote e tendo em conta que as viagens podem ser também parte da solução, não só no que respeita ao clima, mas também no apoio a economias esgotadas, o The New York Times publicou uma lista dos 52 lugares que vão mudar o mundo, um deles é em Portugal, mais precisamente, no Alentejo. 

Alentejo: região vinícola

O Alentejo é conhecido pelas suas planícies a perder de vista, pelos seus pratos únicos de gastronomia, pelo calor e pela sua tradição vinícola. No entanto, também é do conhecimento geral que o aquecimento global tem vindo a ameaçar, cada vez mais esta região, só por si árida, substituindo a chuva pela seca extrema e prejudicando a produção de vinhos tintos quentes e encorpados

Em 2015, a região criou um programa pioneiro em Portugal: o Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo. Esta iniciativa tem como objetivo proporcionar aos seus membros  uma ferramenta para que possam avaliar a forma como desenvolvem as suas atividades e oferecer conselhos para melhorar as práticas agrícolas.

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Assim o desafio lançado é o de produzir uvas e vinho de qualidade de forma economicamente viável e, em simultâneo, proteger o meio ambiente. A preservação da água através de várias medidas como a criação de tanques para a retenção da água da chuva, ajudou as adegas a reduzir o seu consumo de água em 20%.

Em 2020 o Programa criou um processo de certificação para garantir que as adegas estão a seguir as iniciativas verdes. Os projetos futuros passam pela criação de uma calculadora online para que os membros do Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo possam medir as suas pegadas de carbono e água. 

melhor práticas para conservar o ambiente
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Esta iniciativa sustentável que procura aproveitar da melhor forma os recursos naturais indispensávis à atividade vinícola preservando o ambiente e a natureza, levaram o nome do Alentejo além fronteiras, tornando-se num dos 52 países que vai mudar o mundo

Aproveita para conhecer a região e encontra alojamento numa destas casas de férias no Alentejo.

 

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