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Crédito à habitação: famílias ganham mais dois anos de folga orçamental com prestação da casa em mínimos

Gtres
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Autor: Redação

Perto de 97% dos créditos à habitação em Portugal são calculados tendo em conta a Euribor como indexante. E isto significa boas notícias para as famílias portuguesas que recorreram ao financiamento bancário para a compra de casa, porque as taxas de juro seguem em baixa.

As revisões de setembro quase não terão impacto nas prestações e tudo aponta para que as variações sejam mínimas ou praticamente nulas até 2017.

O maior alívio mensal será sentido pelas famílias que optaram pela Euribor a 12 meses como indexante, dado que só agora sentirão as descidas do último ano, segundo escreve o Diário Económico.

A prestação mensal cai assim cerca de 4% o que, para um exemplo citado pelo jornal de um crédito no valor de 100.000 euros, a 30 anos, e com um ‘spread' de 1%, equivale a uma poupança mensal em torno dos 14,5 euros, com a prestação a situar-se em pouco mais de 329 euros.

A taxa Euribor a 12 meses é, no entanto, pouco representativa no crédito à habitação em Portugal. 

O diário escreve ainda que quem optou pela taxa a seis meses verá o valor da prestação cair cerca de 1,2%, o que para o exemplo já apresentado significa uma poupança mensal de 3,8 euros, para um valor mensal de 323,7 euros.

Já para quem tem o seu crédito à habitação indexado à taxa Euribor a três meses, a poupança mensal é mínima face à última revisão, de acordo com o Económico. Tendo em conta o mesmo exemplo, a poupança esperada é inferior a um euro por mês, com a nova prestação a fixar-se em 320,3 euros, menos 0,3% face à última mensalidade.

Uma tendência de estabilidade que dura há quase três anos e que o mercado estima que se mantenha até ao final de 2017.