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Juros dos empréstimos da casa voltam a cair para mínimos históricos

Autor: Redação

Janeiro foi o 30º mês consecutivo em que as taxas de juro, que servem de base aos empréstimos para a compra de casa, registaram um movimento de queda. Os dados mais recentes, divulgados pelo Instituto nacional de Estatística (INE), mostram que a taxa de juro implícita no crédito à habitação sinalizou mesmo um novo mínimo histórico nos 1,025% em janeiro, face aos 1,028% de dezembro. 

Nos contratos celebrados nos últimos três meses a taxa de juro implícita fixou-se em 1,771%. Olhando apenas para janeiro, no conjunto de contratos a taxa implicita foi 1,041%, inferior em 0,002 pontos percentuais (p.p.) ao mês anterior.

Já o valor médio da prestação vencida para o conjunto dos contratos de crédito à habitação situou-se, em janeiro, em 237 euros, valor que, nota o INE, “se repete pelo quinto mês consecutivo”.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação foi 288 euros (301 euros em dezembro).

Em janeiro, o montante de capital médio em dívida para a totalidade dos contratos de crédito à habitação aumentou sete euros, para 51.554 euros, enquanto nos contratos celebrados nos últimos três meses foi de 87.578 euros (86.462 euros em dezembro de 2016). 

Apesar da recente tendência de subida para a contratação de taxas fixas, as Euribor são ainda os indexantes associados à grande maioria dos empréstimos para a compra de casa atualmente em vigor. A três, seis e 12 meses, estas taxas estão todas em terreno negativo, condicionadas pela taxa de juro de referência do BCE que se encontra fixada no mínimo histórico de 0% desde março de 2016.