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Mais ricos do mundo estão “mais pobres” – fortunas “emagreceram” pela primeira vez em 10 anos

Em causa está o relatório “Billionaire Insights report 2019”, elaborado pelo banco UBS e pela consultora PwC.

mohamed Hassan/Pixabay
mohamed Hassan/Pixabay
Autor: Redação

Os mais ricos do mundo ficaram um bocadinho menos ricos em 2018. A riqueza dos bilionários caiu 388 mil milhões de dólares (350 mil milhões de euros) para um total estimado de 8,539 biliões de dólares (7,731 biliões de euros). É a primeira vez em dez anos que a fortuna dos multimilionários “emagrece”.

Segundo um relatório elaborado pelo banco UBS e pela PwC, uma das maiores empresas mundiais da área da auditoria, consultadoria e serviços financeiros, as tensões geopolíticas e a volatilidade dos mercados contribuíram para a quebra da fortuna dos mais ricos do mundo. 

O “Billionaire Insights report 2019” permite ainda concluir que bancos privados como o maior gestor de fortunas a nível mundial, o UBS, sentiram os efeitos das tensões comercias entre os EUA e a China e das incertezas políticas globais, à medida que os clientes optaram por aforrar mais dinheiro em vez de investir em produtos bancários ou negociar em bolsa.

A riqueza dos bilionários baixou pela primeira vez desde 2008 devido às questões geopolíticas”, disse Josef Stadler, chefe do departamento de clientes ultra-ricos do UBS, citado no documento.

De acordo o Jornal de Notícias, que apoia no relatório, as perdas foram mais acentuadas na China – o segundo país com mais milionários no mundo, a seguir aos EUA – e na Ásia. Dezenas de bilionários chineses saíram da lista dos mais ricos, no entanto, o país continua a produzir um milionário a cada dois dias, dois dias e meio, revelou Josef Stadler.

Já nos EUA os níveis de riqueza continuam bem elevados. “Este relatório mostra a resiliência da economia dos EUA”, que em finais de 2018 tinha 749 bilionários, disse John Matthews, chefe do departamento de gestão de riqueza e fortunas ultra-altas do UBS nos EUA.

Segundo Simon Smiles, chefe do departamento de investimento dos clientes ultra-ricos do UBS, “é provável que a riqueza do grupo dos bilionários volte a subir este ano”.