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Santander (também) vai dar moratória de 6 meses no crédito ao consumo e à habitação

O banco apresentou um conjunto de medidas quer para as famílias, quer para as empresas, no âmbito da pandemia do Covid-19.

Banco Santander
Banco Santander
Autor: Redação

O Santander juntou-se ao BPI e à Caixa Geral de Depósitos (CGD) na concessão de moratórias nos empréstimos às famílias e pequenas e médias empresas, para fazer face à crise provocada pelo surto do novo coronavírus. Em causa está uma moratória de 6 meses para o crédito ao consumo e à habitação e de 12 meses para as empresas.

O banco liderado por Pedro Castro e Almeida informou em comunicado que as “cerca de 250 mil famílias portuguesas que têm o seu crédito à habitação junto do Banco Santander terão à sua disposição nos canais digitais do banco a possibilidade de solicitarem de uma forma simples e prática a renegociação do seu crédito com a carência imediata de amortização de capital durante 6 meses para as operações de crédito que se encontrem em situação regular".

Sobre as moratórias de crédito, o banco adianta que esta possibilidade estará disponível logo seja clarificado o enquadramento legal em Portugal, algo que o Governo garante que estará pronto até ao final desta semana.  

Mais tempo às empresas para pagarem dívidas

O Santander diz ainda estar disponível para renegociar as características dos créditos de pequenas e médias empresas que se encontrem em situação regular e “cujos créditos estão em período de reembolso que mais de 67 mil empresas têm junto do banco oferecendo uma carência de capital por um prazo de até 12 meses".

As empresas deverão fazer o pedido a partir de quinta-feira, 26 de março de 2020, sendo que, e também nesta renegociação, o Santander garante que não fará qualquer alteração do spread das operações e não vai cobrar qualquer comissão de alteração do contrato.

O banco vai ainda manter inalterados todos os limites de crédito contratualizados quer com caráter revogável, quer com caráter irrevogável. As empresas poderão assim aceder “de forma simples e imediata” a cerca de quatro mil milhões de euros de crédito adicional “sem qualquer alteração das condições”.

Em relaçaõ às linhas de crédito anunciadas pelo Governo, de 3 mil milhões de euros, e caso tal seja também autorizado, o banco diz estar disponível para “proceder desde já a adiantamentos de 20% do montante aprovado pelo banco aos seus clientes ao abrigo destas linhas para que os seus clientes possam receber de imediato injeções de liquidez sem ter que esperar pela aprovação pelas entidades públicas".