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Avaliação bancária da habitação bateu recorde antes de rebentar a crise do Covid-19

INE diz que “é de esperar que as tendências se alterem substancialmente", devido à pandemia e consequente isolamento.

Photo by Aleks Dorohovich on Unsplash
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Autor: Redação

Fevereiro será, provavelmente, um marco histórico na avaliação bancária para pedidos de crédito para compra de habitação. Imediatamente antes de rebentar a crise gerada pela pandemia do coronavírus, este indicador - mantendo a tendência de crescimento registada nos últimos três anos - atingiu um novo recorde, fixando-se nos 1.337 euros por metro quadrado (m2), em termos médios. 

Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), revelados a 27 de março de 2020, mostram assim que, em fevereiro as casas passaram a valer mais sete euros do que no mês anterior para os bancos, o que representa um aumento relativo de 0,5%. Já face ao mesmo mês de 2019, o aumento é de 7,9% 

Mas o organismo oficial de estatística nacional avisa que “é de esperar que as tendências aqui analisadas se alterem substancialmente” de futuro, devido a esse surto e às suas consequências. O INE considera, porém, que a informação disponibilizada "é útil para estabelecer uma referência para avaliar desenvolvimentos futuros”.

Algarve liderou subidas

Por regiões, as que em fevereiro deste ano apresentaram valores na avaliação mais altos e superiores à média nacional foram Algarve (1.741 euros por metro quadrado), Lisboa (1.659 euros) e Madeira (1.429 euros). Os valores que ficaram abaixo da média nacional foram registados em Norte (1.219 euros), Açores (1.156 euros), Centro (1.077 euros) e Alentejo (1.066 euros).

Quanto aos apartamentos, em fevereiro, o valor médio de avaliação bancária foi 1.429 euros/metro quadrado (m2), aumentando 9,1% relativamente ao mês homólogo. Já nas moradias, o valor médio foi de 1.177 euros/m2, mais 4,6% em relação mesmo mês do ano anterior.

Quanto aos dados futuros, o INE compromete-se a que irá tentar manter o calendário de produção e divulgação de estatísticas, apesar da atuais circunstâncias, admitindo no entanto “alguma perturbação associada ao impacto da pandemia na obtenção de informação primária”, pelo que apela à colaboração de empresas, famílias e entidades públicas na resposta às suas solicitações.