Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Junho traz subida na prestação da casa

Nos créditos à habitação indexados à Euribor a 3 e 6 meses regista-se o maior agravamento desde a crise anterior.

Photo by Austin Distel on Unsplash
Photo by Austin Distel on Unsplash
Autor: Redação

O mês arranca a terceira fase do desconfinamento em Portugal, por causa da pandemia global da Covid-19, mas também com outro tipo de notícias relevantes para a economia das famílias. A prestação da casa vai ser revista em alta, com subidas entre 0,8% e 2,85%, para os clientes que não tenham aderido às moratórias do crédito à habitação. Os contratos com os indexantes mais curtos — Euribor a três e seis meses — são os mais penalizados, tal como aconteceu na revisão das taxa de juro dos empréstimos da casa em maio passado.

Estas subidas resultam de uma escalada da Euribor - que vem em crescente desde março - e que se agravou com a pandemia, devido às dúvidas sobre a capacidade dos bancos em garantir o financiamento às famílias e empresas no atual contexto de crise. Ainda assim, a expetativa do mercado mantêm-se no sentido de que os juros continuem abaixo de 0% pelo menos até março de 2025.

Cálculos para todos os contratos revistos em junho

  • Euribor a três meses. Considerando o cenário de um empréstimo no valor de 100 mil euros, por um prazo de 30 anos, e com um spread de 1%, as famílias vão ver a prestação subir 2%, segundo escreve o ECO, destacando que se trata-se do maior aumento desde a revisão feita em junho de 2011, em pleno pico da crise financeira em Portugal. Serão mais 6,11 euros que elevarão o valor da prestação para os 309,3 euros durante os próximos três meses. Ou seja, a fasquia mais elevada dos últimos quatro anos, indica o jornal.
  • Euribor a seis meses. Para os agregados cujos empréstimos da casa estejam associados a este indexante, o agravamento dos encargo será ainda maior. Face a última revisão efetuada em dezembro, o acréscimo é de 2,85%. Considerando o mesmo cenário, o valor da prestação aumenta 8,72 euros, para se fixar ao longo dos próximos seis meses nos 315,11 euros. Será necessário recuar até dezembro de 2015 para assistir a um encargo mais elevado, tal como se pode ler na mesma notícia.
  • Euribor a 12 meses. As famílias com estes contratos - e que representam uma pequena fatia do total dos empréstimos da casa em Portugal — também veem os encargos mensais subir. Mas o aumento será o mais curto entre os empréstimos de taxa variável revistos neste mês de junho. A subida será de 0,8%, com o valor da prestação a aumentar 2,41 euros, para se fixar nos 317,93 euros ao longo do próximo ano, tendo em conta o exemplo simulado. Trata-se da prestação mais elevada desde a revisão efetuada há quatro anos, em junho de 2016, calcula o meio online.