Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Juros do crédito à habitação sobem pelo segundo mês - mas continuam abaixo de 1%

Subida na taxa dos empréstimos da casa, em julho, foi motivada pela evolução registada nos novos contratos celebrados nos últimos três meses.

Photo by Nauris Pūķis on Unsplash
Photo by Nauris Pūķis on Unsplash
Autor: Redação

Os juros implícitos do crédito à habitação voltaram a aumentar, pelo segundo mês consecutivo, em julho. No entanto, apesar desta tendência, os juros dos empréstimos da casa mantêm-se abaixo de 1%. No conjunto dos contratos, a taxa implicita subiu para 0,950%, um valor superior em 1,8 pontos base face ao valor apurado em junho, tal como mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados esta quinta-feira, dia 20 de agosto de 2020.

A subida foi motivada pela evolução registada nos novos contratos de crédito celebrados nos últimos três meses, empréstimos onde as taxas implícitas do crédito aumentaram de 0,9% para 0,969%, em julho. Ainda segundo o INE, nos créditos para o destino de financiamento aquisição de habitação, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos subiu para 0,966% (mais dois pontos base face a junho).

O valor médio da prestação vencida, tendo em conta a totalidade dos contratos, desceu dois euros, para 226 euros. De acordo com o INE, a grande fatia do pagamento (81%, ou 183 euros) corresponde à amortização de capital, sendo os restantes 43 euros (19%) referentes pagamento de juros. Nos contratos celebrados nos últimos 3 meses, o valor médio da prestação subiu para 286 euros.

Por outro lado, o capital médio em dívida para a soma dos contratos continua a subir, já há vários meses. Em julho, subiu 77 euros face ao mês anterior, para os 54.203 euros. Quanto aos contratos celebrados nos últimos 3 meses, o montante médio do capital em dívida foi 109.242 euros, mais 782 euros que em junho.