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Quando fazer e para que serve a avaliação antes de pedir um empréstimo para compra de casa?

Valor do crédito habitação, entre outros fatores, também está condicionado ao valor da avaliação. Especialistas esclarecem.

Rudy and Peter Skitterians por Pixabay
Rudy and Peter Skitterians por Pixabay
Autor: Redação

Uma vez escolhida a casa que pretendes comprar, chega o momento de avançares com o pedido de avaliação do imóvel junto do banco onde pretendes efetuar o crédito habitação. Mas para que serve afinal esta avaliação e de quem é a responsabilidade? Explicamos com a ajuda de especialistas.

A avaliação deve ser realizada por uma entidade externa ao banco, sujeita a contratação, não devendo ter qualquer diretriz ou condicionalismo por parte da entidade bancária.

O relatório de avaliação fornece o valor de mercado do imóvel e também o valor para seguro. "Recorda-te que o valor do financiamento também está condicionado ao valor da avaliação, pelo que poderá ter impacto na proposta inicial", tal como avisam desde o idealista credito/habitação.

E o que deves fazer caso não concordes com o valor de avaliação? Caso não concordes com o valor da avaliação, deves apresentar uma reclamação ao banco. "Após analisar a tua exposição, se a entidade financeira considerar que tens razão não pode exigir o pagamento de uma nova avaliação", informam os especialistas.

Avaliação bancária das casas sobe para novo recorde 

Depois de uma travagem, os bancos voltaram a subir o valor mediano com que estão a avaliar os imóveis para efeitos de concessão de crédito.

Os dados mais recentes, revelados no início de dezembro, mostram que o valor mediano de avaliação bancária subiu três euros em outubro face ao mês anterior, para 1.131 euros por metro quadrado (m2), ultrapassando o recorde que tinha atingido em agosto. Segundo o Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação, produzido pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em termos homólogos, a taxa de variação manteve-se em 5,8%, tal como verificado em setembro.

Em comparação com o mesmo período do ano anterior, em termos regionais, a variação mais intensa registou-se no Algarve (7,5%) e a menor no Alentejo (2,4%), sinaliza o INE.

Já face ao mês anterior o maior aumento registou-se na Região Autónoma da Madeira (2,4%) e a única redução foi observada no Centro (-0,2%).

Para o apuramento do valor mediano de avaliação bancária de outubro, foram consideradas 24.642 avaliações bancárias, mais 2,9% que no mesmo período do ano anterior.

Destas, acrescenta o INE, 15.610 foram de apartamentos e 9.032 de moradias.