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Juros no crédito à habitação estão em queda há sete meses e batem novo mínimo em março

Taxa de juro desceu para 0,841% e está a recuar desde setembro de 2020. Já o valor médio da prestação subiu dois euros, para 228 euros.

Photo by Jason Briscoe on Unsplash
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Autor: Redação

A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação desceu em março de 2021 pelo sétimo mês consecutivo – está em queda desde setembro de 2020 –, tendo atingido o novo mínimo histórico de 0,841%. Trata-se de um valor inferior ao verificado em fevereiro (0,853%) e no período homólogo (0,998%), segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta segunda-feira (19 de abril de 2021).

INE
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“Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro desceu de 0,716% em fevereiro para 0,705% em março”, conclui o INE, adiantando que, para o destino de financiamento Aquisição de Habitação, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos e para os contratos celebrados nos últimos três meses desceu para 0,858% e para 0,696%, respetivamente.

INE
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No que diz respeito ao valor médio da prestação, subiu dois euros, para 228 euros, na totalidade dos contratos. “Deste valor, 40 euros (18%) correspondem a pagamento de juros e 188 euros (82%) a capital amortizado. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação subiu 10 euros, para 298 euros”, indica o instituto.

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Já o capital médio em dívida fixou-se nos 55.671 euros em março, tendo aumentado 224 euros face ao mês anterior. Isto para a totalidade dos contratos. “Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio do capital em dívida foi 113.826 euros, menos 857 euros que em fevereiro”, conclui o INE.