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Juros no crédito à habitação voltam a descer e atingem novo mínimo - 0,826% em abril

Juros estão em queda há oito meses consecutivos. Esta rota começou em setembro passado.

Imagem de Mediamodifier por Pixabay
Imagem de Mediamodifier por Pixabay
Autor: Redação

Mês após mês, a taxa de juro implícita no conjunto de contratos de crédito à habitação continua a descer. Abril é o oitavo mês consecutivo em que esta taxa cai, e desta vez, atingiu um novo mínimo – 0,826%. Este valor é 1,5% inferior ao registado no mês de março (0,841%), revela o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quinta-feira (dia 19 de maio de 2021).

INE
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Indo ao detalhe, o INE explica que “nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro desceu de 0,705% em março para 0,655% em abril”. E refere ainda que no que diz respeito à aquisição de habitação – que é o destino de financiamento “mais relevante no conjunto do crédito à habitação” -, a taxa de juro implícita para o total dos contratos desceu para 0,844% (-1,4%  face a março). Nos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro fixou-se em 0,652%.

Pelo contrário, o capital médio em dívida (considerando a totalidade dos contratos) subiu – nomeadamente 244 euros face ao mês anterior, fixando-se em 55 915 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio do capital em dívida foi 114 752 euros, isto é, mais 926 euros que em março, refere o INE.

INE
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A par do capital médio em dívida, também o valor médio da prestação para totalidade dos contratos foi maior em abril, subindo três euros para os 231 euros. Deste valor, 38 euros correspondem a pagamento de juros e 193 euros a capital amortizado. Considerando apenas os contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação desceu 22 euros, para 276 euros.